“Não basta dizer ‘vou dar catequese’, é preciso fazer acontecer a catequese”

D.R.

É com um olhar marcado pela gratidão que Claúdio Freitas chega aos 30 anos de missão como catequista. A caminhada começou na família e na paróquia do Sagrado Coração de Jesus, na Boa Nova. Passou depois pela paróquia do Bom Sucesso, na Choupana, e é atualmente catequista em Santo Amaro, onde reside.

Três décadas depois, reconhece que muita coisa mudou na forma de fazer catequese, mas considera que permanece essencial aquilo que está na base desta missão: o testemunho de quem anuncia Jesus Cristo. “Não podemos anunciar aquilo que não procuramos viver”, sublinha. Às portas de mais um Dia diocesano do Catequista – 5 de outubro – aqui fica um testemunho de alguém empenhado em “transmitir uma fé vivida e experimentada”.

Jornal da Madeira — Como nasceu a sua caminhada como catequista?

Claúdio Freitas — A minha caminhada nasceu na família e na paróquia do Sagrado Coração de Jesus, na Boa Nova. O exemplo dos catequistas, a forma como acolhiam e viviam a fé, despertaram em mim o desejo de seguir esta missão.

JM — Completa este mês 30 anos de missão. Como tem sido este percurso?

Claúdio Freitas — Completo 30 anos de missão neste mês de outubro. Comecei na paróquia do Sagrado Coração de Jesus, passei pela paróquia do Bom Sucesso, na Choupana, e atualmente sou catequista em Santo Amaro, onde resido. Ao longo destes anos, procurei aprofundar a minha formação e participar nas Jornadas de Catequistas, em Fátima.

JM — O que sente ao olhar para estes 30 anos?

Claúdio Freitas — Sinto um sentimento de gratidão a Deus por me ter chamado e acompanhado. Recordo com carinho todos os catequistas, párocos, crianças e jovens que fizeram parte desta caminhada. Aprendi que a catequese se vive sobretudo pelo exemplo e pelo testemunho.

JM — O que mudou mais na catequese desde os anos 90?

Claúdio Freitas — Hoje, já não basta dizer «vou dar catequese». É preciso dizer «vou fazer acontecer a catequese». Não podemos anunciar aquilo que não procuramos viver. Precisamos de estar apaixonados por Jesus Cristo e de transmitir uma fé vivida e experimentada.

JM — Está em curso uma renovação dos materiais de catequese. Como encara esta mudança?

Claúdio Freitas — É uma experiência de renovação e aprendizagem. Os novos materiais convidam-nos a escutar, observar, rezar e viver a fé de forma mais próxima dos catequizandos.

JM — Isso exige também uma mudança na forma de ser catequista?

Claúdio Filipe — Sim. Exigem mais preparação, aprofundamento e disponibilidade para aprender, para que cada encontro seja uma verdadeira experiência de fé.