O Papa Leão XIV iniciou o segundo dia da visita apostólica a França, neste sábado, na Maison Bakhita, em Paris, centro dedicado ao acompanhamento e integração social, onde destacou o acolhimento de migrantes e pessoas vulneráveis e alertou para novas formas de exploração e exclusão.
No discurso, Leão XIV apresentou o centro como testemunho de que é possível “viver juntos com dignidade e em paz”, agradecendo aos voluntários, trabalhadores e religiosas que asseguram o acolhimento, a escuta e a formação de quem ali procura apoio.
O Papa evocou Santa Josefina Bakhita, antiga escrava sudanesa, para sublinhar o papel das mulheres na construção de uma sociedade diferente daquela que, nas suas palavras, torna “as cidades doentes de solidão”. A partir do testemunho da santa, apelou ainda à atenção por aqueles que continuam sujeitos a formas contemporâneas de exploração.
Leão XIV defendeu que a resposta cristã passa por reconhecer a dignidade de cada pessoa e por criar espaços de encontro entre diferentes histórias e culturas. O Papa deixou também um apelo a “ver quem não é visto” e a resgatar aqueles que a economia e a cultura transformam em escravos.
O Pontífice valorizou iniciativas capazes de contrariar a lógica do individualismo, defendendo escolhas e investimentos que coloquem a pessoa no centro. Para Leão XIV, ninguém deve ser reduzido à condição de destinatário passivo de assistência: cada pessoa conserva capacidades e algo para oferecer à comunidade.



















