São Pio de Pietrelcina celebrado a 23 de setembro na Igreja de São José

D.R.

A Igreja de São José, no Funchal, assinala na quarta-feira, dia 23 de setembro, a memória litúrgica de São Pio de Pietrelcina. A iniciativa será uma ocasião de oração, celebração e aprofundamento espiritual em torno de uma das figuras mais marcantes da santidade católica contemporânea, cuja vida continua a tocar milhões de fiéis em todo o mundo.

Nascido sob o nome de Francesco Forgione, a 25 de maio de 1887, na pequena localidade italiana de Pietrelcina, o Padre Pio cresceu numa família humilde, profundamente enraizada na fé. Desde cedo manifestou grande sensibilidade religiosa e o desejo de consagrar a vida a Deus.

Aos 15 anos entrou no noviciado dos Frades Menores Capuchinhos, recebendo o nome de Frei Pio. Foi ordenado sacerdote em 1910 e, mais tarde, fixou-se em San Giovanni Rotondo, onde viveu a maior parte do seu ministério, até à morte, em 23 de setembro de 1968.

Foi precisamente naquele convento capuchinho que a sua fama de santidade se difundiu. Padre Pio tornou-se conhecido pelo amor intenso à Eucaristia, pela longa disponibilidade para o sacramento da reconciliação e pela atenção dedicada a quem carregava sofrimentos físicos, morais ou espirituais.

Para muitos, era um confessor exigente, mas profundamente misericordioso, capaz de conduzir as pessoas a uma conversão sincera e à confiança renovada em Deus.

A tradição espiritual ligada ao Padre Pio reconhece nele diversos carismas extraordinários. O mais conhecido são os estigmas — as marcas da Paixão de Cristo — que teria recebido em 1918 e que o acompanharam durante cinco décadas.

Mais do que um sinal exterior, estas feridas eram vividas por ele como participação no sofrimento de Cristo e como apelo à oração, à penitência e à união com os que padecem.

São também numerosos os testemunhos que lhe atribuem uma particular capacidade de discernimento das consciências, frequentemente designada por “leitura dos corações”. Muitos penitentes relatavam sentir-se compreendidos antes mesmo de conseguirem expor plenamente as suas dificuldades.

Associam-se ainda à sua figura relatos de bilocação, de perfumes inexplicáveis, de curas e de intercessões consideradas extraordinárias. A Igreja, contudo, convida sempre a olhar para estes fenómenos com prudência, recordando que a verdadeira grandeza de um santo não reside no extraordinário, mas na fidelidade quotidiana ao Evangelho.

No caso do Padre Pio, essa fidelidade revelava-se sobretudo na oração perseverante do Santo Rosário, no amor à Santa Missa e no acolhimento dos mais frágeis. A sua célebre frase — “Reza, confia e não te preocupes” — continua a ser, para muitos cristãos, uma palavra de esperança diante da doença, da incerteza e das provações da vida.

O seu compromisso com a caridade ganhou expressão concreta na criação da Casa Alívio do Sofrimento, em San Giovanni Rotondo, instituição hospitalar dedicada ao cuidado dos doentes e à dignidade da pessoa humana.

Canonizado por São João Paulo II em 16 de junho de 2002, São Pio de Pietrelcina é celebrado liturgicamente a 23 de setembro.

A celebração na Igreja de São José decorrerá com o seguinte programa: terço do Santo Rosário às 18h30; Celebração Eucarística às 19h00; Conferência às 19h30; e Confraternização às 20h00.

Todos são bem-vindos a participar neste momento de fé e comunhão.

Mais do que recordar episódios extraordinários, a celebração pretende acolher a herança espiritual de Padre Pio: uma fé vivida com humildade, uma oração confiante e uma caridade capaz de aproximar cada pessoa do coração misericordioso de Deus.

Tomás Freitas