O Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s vai recuperar uma das técnicas que revolucionaram a fotografia no século XIX para assinalar o Dia Mundial da Fotografia. O programa começa na sexta-feira, 14 de agosto, e prolonga-se pelos dias 18 e 19, numa parceria com o Five Historic Photography Studio, de Sintra, que permitirá ao público conhecer de perto o processo do colódio húmido.
A iniciativa começa às 14h30 com a palestra “Da Luz à Memória – Os processos fotográficos do século XIX e o património visual da Madeira”, orientada por Filipe Barroso e Vera Gonçalves. Os responsáveis pelo Five Historic Photography Studio vão percorrer a evolução da fotografia oitocentista, com especial atenção ao colódio húmido, estabelecendo também uma ligação ao trabalho de três nomes fundamentais da história da fotografia madeirense: Vicente Gomes da Silva (1827-1906), Joaquim Augusto de Sousa (1853-1905) e João Francisco Camacho (1833-1898). Após a palestra haverá uma demonstração prática, na qual será possível acompanhar as várias etapas necessárias para produzir uma fotografia através deste processo.
A escolha desta técnica ganha particular significado no espaço do Atelier Vicente’s. O processo do colódio húmido foi divulgado em 1851 pelo britânico Frederick Scott Archer e permitiu produzir negativos em vidro com maior nitidez do que os processos em papel então utilizados. Pela mesma altura, cerca de 1852, Vicente Gomes da Silva dava os primeiros passos na fotografia na Madeira, depois de adquirir em Londres uma máquina fotográfica. O atual museu preserva precisamente a memória da Photographia Vicente, um dos grandes estúdios que marcaram a história da imagem na Região.
Nos dias 18 e 19 de agosto, durante o horário de funcionamento do museu, a experiência passa da demonstração ao retrato. Os visitantes poderão posar para uma fotografia realizada em colódio húmido e levar consigo a peça produzida artesanalmente. A sessão fotográfica terá um custo, enquanto o acesso ao estúdio será gratuito.



















