ACR 9100 e Paróquia do Caniço peregrinaram até Fátima e Ávila

D.R.

Entre 30 de julho e 6 de agosto, o grupo da ACR 9100 da Paróquia da Lombada e um grupo de jovens e adultos da Paróquia do Caniço realizaram uma visita pastoral e cultural a Fátima e Ávila, com passagens por Madrid e Toledo. A viagem, acompanhada pelo pároco, cónego Rui Pontes, constituiu uma oportunidade de aprofundamento da fé, de conhecimento histórico e cultural e de fortalecimento dos laços comunitários.

A iniciativa concretizou um convite feito há vários anos pelo padre Rafael Sanchez Andreu, aquando da sua passagem pela Madeira como peregrino durante as Jornadas Mundiais da Juventude. Depois de um período de preparação e de trabalho por parte da equipa responsável, foi possível concretizar a peregrinação, pensada como uma experiência de crescimento espiritual e de vivência comunitária.

O grupo contou com o acompanhamento pastoral do cónego Rui Pontes, que assegurou os momentos de oração, reflexão e orientação ao longo da viagem, e com a colaboração do padre Rafael Sanchez Andreu, que participou na dinamização das atividades e no acompanhamento dos peregrinos.

A primeira etapa foi Fátima, onde os participantes visitaram Aljustrel e o Santuário de Fátima, lugares particularmente ligados à história das aparições e à espiritualidade mariana. Entre os momentos vividos destacou-se a participação no terço e na procissão das velas, numa experiência de fé que marcou a peregrinação.

De Fátima, o grupo seguiu para Ávila, cidade espanhola profundamente ligada à vida e à espiritualidade de Santa Teresa de Jesus. Durante a passagem pela cidade muralhada, os participantes tiveram oportunidade de conhecer os principais espaços teresianos e aprofundar o conhecimento sobre a vida e a obra da santa reformadora do Carmelo.

A dimensão espiritual esteve igualmente presente através da celebração da Eucaristia, que contou com a participação ativa do grupo, e de um momento de adoração a Cristo. A passagem por Ávila permitiu, assim, unir a dimensão cultural da viagem a uma experiência de oração e de aprofundamento da fé.

Madrid constituiu a etapa seguinte do percurso. Na capital espanhola, os participantes conheceram alguns dos locais mais emblemáticos da cidade, num programa que conciliou a descoberta do património com momentos de convívio e de partilha entre os elementos dos dois grupos.

A viagem terminou em Toledo, antiga capital de Espanha e cidade marcada pela convivência histórica de diferentes tradições religiosas, com um património artístico, histórico e espiritual particularmente rico. A visita foi orientada pela leiga Ester, que trabalha na Conferência Episcopal Espanhola e que se disponibilizou para acompanhar o grupo, apresentando alguns dos principais espaços e pontos de interesse da cidade.

Como momento final da viagem, os participantes assistiram ao espetáculo noturno «El Sueño de Toledo», no parque histórico Puy du Fou España. Considerado um dos maiores espetáculos ao ar livre de Espanha, a produção, com cerca de 70 minutos, combina efeitos especiais, projeções, pirotecnia, cavalos, acrobacias e a participação de mais de 200 atores, proporcionando ao grupo um encerramento marcado pela dimensão cultural e artística.

Mais do que uma deslocação turística, a viagem constituiu uma experiência de peregrinação e de convivência, permitindo aos participantes conhecer lugares de particular importância para a história do cristianismo e, ao mesmo tempo, reforçar a relação entre os membros da ACR 9100, a comunidade paroquial do Caniço e todos os que estiveram envolvidos na organização.

A passagem por Fátima e Ávila proporcionou momentos de oração, celebração e reflexão, enquanto Madrid e Toledo permitiram um contacto mais aprofundado com o património histórico e cultural espanhol. Ao longo de oito dias, a experiência procurou, assim, conjugar fé, cultura, convívio e descoberta.

Para os participantes, esta peregrinação representou também a concretização de um convite que nasceu durante as Jornadas Mundiais da Juventude e que ganhou forma numa experiência partilhada por duas comunidades. O percurso permitiu fortalecer a vivência comunitária e criar novas memórias entre os participantes, num ambiente marcado pela fé, pela fraternidade e pela descoberta.