Jovens dominicanos vivem experiência missionária na Paróquia de Santo Amaro até 1 de agosto

D.R.

Catorze missionários ligados à Família Dominicana estão a viver, desde o passado dia 23 de julho, uma experiência de evangelização e voluntariado na Diocese do Funchal. Integrados na Comunidade Paroquial de Santo Amaro, os jovens participam na vida da paróquia através de ações junto de crianças, jovens, famílias, idosos e doentes, numa iniciativa intitulada “Corações em Missão Madeira 2026”, que termina no próximo dia 1 de agosto.

Em declarações ao Jornal da Madeira, o frei dominicano Pedro Mangana explica que o grupo é constituído por 14 missionários, dos quais 11 são jovens, provenientes de dois projetos juvenis marcados pelo carisma dominicano: o ESJ em Caminho, do Externato de São José, em Lisboa, e um outro grupo de espiritualidade dominicana. A acompanhar os participantes encontram-se ainda duas professoras do Externato de São José e o próprio frei Pedro Mangana.

Segundo o religioso, a iniciativa nasceu da convicção de que “a formação de um jovem não termina na escola nem nas atividades habituais dos grupos”. Por isso, a missão pretende proporcionar uma experiência concreta de fé, fraternidade e serviço, inspirada em São Domingos, Santa Catarina de Sena e São Pier Giorgio Frassati, procurando viver o Evangelho “com alegria, simplicidade e proximidade”.

Ao longo da semana, os missionários colaboram nas atividades pastorais da paróquia, promovem momentos de convívio e animação com crianças e jovens, visitam idosos e doentes e colocam-se à disposição da comunidade para responder às necessidades que vão surgindo.

Contudo, frei Pedro Mangana sublinha que o objetivo da missão vai muito além das tarefas desenvolvidas. “Queremos, acima de tudo, estar com as pessoas, escutá-las, criar laços, testemunhar a alegria do Evangelho e aprender com quem nos acolhe”, afirma.

Ao mesmo tempo, acrescenta, trata-se também de uma oportunidade de crescimento para os próprios participantes. “Pretendemos que cada jovem faça uma verdadeira experiência de comunidade, aprendendo a viver em fraternidade, a partilhar responsabilidades, a rezar em conjunto e a descobrir que a fé cresce quando é vivida em comunhão.”

A dimensão do serviço ocupa igualmente um lugar central nesta experiência. Segundo o responsável pelo grupo, procura-se ajudar cada jovem “a sair de si mesmo para colocar os seus talentos ao serviço dos outros, segundo o espírito de São Domingos: contemplar e dar aos outros os frutos da contemplação”.

“Acreditamos que a missão transforma tanto quem recebe como quem é enviado”, resume.

A escolha da Diocese do Funchal surgiu da ligação existente entre a Família Dominicana e a Igreja madeirense, nomeadamente através das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, que facilitaram o contacto. No entanto, frei Pedro Mangana refere que o fator decisivo foi encontrar uma comunidade onde os jovens pudessem viver plenamente a experiência de Igreja.

“Encontrámos na Paróquia de Santo Amaro uma Igreja acolhedora, dinâmica e profundamente enraizada na vivência da fé, que abriu as suas portas para nos receber”, refere, acrescentando que “a escolha da Madeira não foi motivada apenas pelo lugar, mas sobretudo pelas pessoas e pela oportunidade de crescer em comunhão com esta Igreja particular”.

A missão termina a 1 de agosto, mas o responsável acredita que os seus frutos permanecerão para além da estadia na Madeira. “Partiremos certamente com muitas recordações, mas sobretudo com a convicção de que esta experiência deixará marcas profundas em cada um de nós”, afirma.

Os missionários regressarão às suas comunidades levando consigo “os rostos, as histórias, a amizade e o testemunho das pessoas” que encontraram, conscientes de que “a missão não termina aqui, mas continua nas escolas, nas paróquias, nas famílias e nas comunidades, onde somos chamados a ser testemunhas da esperança e da alegria do Evangelho”.