D. Nuno Brás presidiu à Eucaristia evocativa dos 50 anos da Assembleia Legislativa da Madeira

Foto: Duarte Gomes

A Sé do Funchal acolheu, este domingo, 19 de julho, uma Eucaristia integrada nas comemorações dos 50 anos da Assembleia Legislativa da Madeira. A celebração foi presidida pelo bispo do Funchal, D. Nuno Brás, e reuniu responsáveis políticos, antigos deputados e diversas entidades civis e militares.

No início da Missa, o prelado saudou as autoridades presentes, entre as quais o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, o vice-presidente, os secretários-gerais, representantes de diversas instituições e a Associação dos Antigos Deputados da Assembleia Legislativa. D. Nuno Brás dirigiu ainda uma intenção especial de oração por todos aqueles que exerceram funções parlamentares e que já faleceram.

“Queremos pedir também por todos os deputados da Assembleia Legislativa que já partiram, qualquer partido que seja”, afirmou, antes de agradecer a presença das autoridades e dos antigos deputados nesta celebração.

Na homilia, partindo das leituras proclamadas neste XVI Domingo do Tempo Comum, o bispo refletiu sobre a tentação de colocar o ser humano como medida absoluta da realidade, recordando que só Deus pode ocupar esse lugar.

“Quase parece, no nosso tempo, na nossa cultura, que somos convidados a considerar que o homem é a medida de todas as coisas. Mas a primeira leitura corrigia este pensamento”, começou por dizer.

Referindo-se ao Livro da Sabedoria, D. Nuno Brás explicou que “o próprio Deus é a medida de tudo. É a medida de nós mesmos, de nós seres humanos e de cada um de nós em conjunto”. Por isso, acrescentou, “tudo encontra em Deus a sua realidade. A realidade não somos nós quem a cria, não somos nós quem a produz, mas é-nos dada por Deus”.

O bispo sublinhou que reconhecer Deus como critério de vida não deve ser motivo de receio, precisamente porque “o próprio Deus é plenamente compassivo” e “é também amor, sempre pronto a perdoar, sempre pronto a esperar e a ter paciência”.

Segundo D. Nuno Brás, é “à luz de Deus, à luz do amor de Deus, que nós somos convidados a perceber o que é bom e o que é mau” e também a orientar as decisões e as ações da vida pessoal e comunitária.

Comentando a parábola do trigo e do joio, proclamada no Evangelho, recordou que o julgamento definitivo pertence apenas a Deus. “Os empregados daquele senhor queriam ser eles a separar o joio do trigo. O Senhor disse: isso é qualquer coisa que me cabe a mim”, observou.

“Estamos todos diante de Deus. Só temos que nos entregar, confiantes, nas Suas mãos. Que Ele nos ilumine. Que Ele nos dê os critérios para agir, os critérios para pensar, os critérios para ser”, apelou.

Na parte final da reflexão, o bispo recordou ainda a ação permanente do Espírito Santo na vida dos cristãos. “Temos também a força do Seu Espírito, que está connosco, que nos conduz, que nos guia. Deixemos que Ele seja o nosso juiz, que Ele seja o critério do nosso modo de pensar e de ser.”

Concluindo a homilia, D. Nuno Brás convidou a assembleia a pedir ao Senhor que “a Sua justiça venha sobre nós, juntamente com a Sua compaixão”, desejando que estes dois valores inspirem igualmente o serviço prestado à comunidade e o exercício das responsabilidades públicas, num momento em que se assinalam os 50 anos da Assembleia Legislativa da Madeira.