D. Nuno Brás desafia finalistas a procurarem a “abundância de felicidade” em Cristo

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal presidiu, na tarde de sábado, 18 de julho, na Sé do Funchal, à Eucaristia de bênção das fitas de cerca de 500 finalistas da Universidade da Madeira e da Escola Superior de Enfermagem São José de Cluny. A celebração reuniu estudantes, familiares, docentes e responsáveis académicos, constituindo um momento de ação de graças pelo percurso realizado e de pedido da bênção de Deus para a nova etapa que agora se inicia.

No início da celebração, D. Nuno Brás felicitou os finalistas pela conclusão do ensino superior e convidou-os a viver aquele momento antes de mais como uma ação de graças.

“Que bom que é ter terminado o curso superior e, por isso, damos graças a Deus”, começou por afirmar. O prelado explicou que a gratidão se estendia a tudo o que aqueles anos representaram: “Damos graças a Deus por aquilo que foram estes anos de aprendizagem, estes anos em que cresceram também humanamente. Damos graças a Deus por aquilo que são. Doutores, sim, também, mas mais do que isso, muito mais do que isso.”

O bispo saudou ainda as diversas entidades presentes, entre elas a secretária regional de Educação, Ciência e Tecnologia, o reitor da Universidade da Madeira, vice-reitores, pró-reitores, presidentes de faculdades e escolas superiores, diretores de curso, docentes, não docentes e familiares dos finalistas, agradecendo igualmente a presença da Capelania Universitária.

Antes do início da celebração, explicou o significado daquele encontro de oração, lembrando que a bênção das fitas não é apenas um gesto simbólico, mas um momento para confiar o futuro a Deus.

“É um momento de paragem. Ao invés das celebrações e das festas, fazemos um momento de paragem para nos comunicarmos a Deus como somos, para pedir a bênção, para dar graças e para que Ele continue a acompanhar-nos ao longo da vida”, afirmou, convidando todos a iniciarem a Eucaristia reconhecendo humildemente que “não somos perfeitos” e que “muitas vezes falhamos”.

Na homilia, D. Nuno Brás partiu das leituras proclamadas para refletir sobre a verdadeira felicidade, afirmando que estas “nos falam da abundância” e que essa abundância “é um outro nome para a felicidade”.

“O que todos procuramos não é apenas sermos felizes em determinados momentos, mas encontrar uma felicidade que permaneça para sempre”, disse.

O bispo reconheceu que existem muitos momentos de prazer e satisfação ao longo da vida, mas alertou para a diferença entre esses instantes passageiros e a felicidade plena prometida por Cristo.

“Há realidades que nos dão prazer, há realidades que nos dão felicidade durante alguns momentos. Mas aqui há uma promessa de abundância de felicidade. E é precisamente Jesus quem nos promete essa abundância.”

Dirigindo-se particularmente aos finalistas, D. Nuno Brás afirmou que o grande desafio da vida consiste em descobrir essa felicidade que nasce da relação com Cristo e que é diferente daquela que o mundo frequentemente apresenta.

“A felicidade e a abundância de Jesus Cristo não são necessariamente a felicidade e a abundância que o mundo nos vende, que o mundo nos quer fazer viver”, sublinhou.

A propósito da pergunta dirigida a João Batista no Evangelho, “Que havemos de fazer?”, o bispo explicou que a resposta continua atual e passa pela conversão.

“Converter-se é ter outros critérios”, afirmou, acrescentando que todos possuem critérios naturais para orientar a vida, procurando o que é mais cómodo ou agradável, mas que os critérios de Deus conduzem a uma felicidade muito mais profunda.

“Os critérios de Jesus Cristo vão mais longe. Vão mais longe em distância, vão mais longe no tempo e entram mais profundamente, porque são critérios que têm a ver com o coração.”

Reconhecendo que viver segundo o Evangelho nem sempre é fácil, D. Nuno Brás assegurou, contudo, que esse caminho “vale a pena”, precisamente porque conduz à verdadeira abundância de vida prometida por Cristo.

Na parte final da homilia, dirigiu uma palavra muito concreta aos novos diplomados, convidando-os a colocar ao serviço dos outros os conhecimentos adquiridos ao longo do percurso académico.

“Com tudo aquilo que aprenderam, com tudo aquilo que sabem, vão agora descobrir que esta abundância é a verdadeira vida”, afirmou, acrescentando que o futuro exige disponibilidade para dar os passos necessários e viver segundo os critérios de Deus.

A celebração prosseguiu com a bênção das fitas dos finalistas, num gesto que marcou simbolicamente o encerramento de um ciclo académico e o início de uma nova etapa pessoal e profissional, confiada à proteção de Deus.