Leão XIV almoça com os pobres e pede uma Igreja aberta a todos

Encontro no Borgo Laudato Si’, em Castel Gandolfo, reuniu cerca de 200 pessoas acompanhadas pela Diocese de Roma e por instituições de apoio social

Foto: Vatican Media

O Papa Leão XIV partilhou, no sábado, 11 de julho, um almoço com cerca de 200 pessoas em situação de vulnerabilidade, no Borgo Laudato Si’, em Castel Gandolfo. Antes da refeição, o Pontífice defendeu uma Igreja de portas abertas, capaz de acolher todos e empenhada na construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

“Vim sem discurso, mas com fome”, começou por afirmar Leão XIV, num breve discurso improvisado antes da oração e da bênção dos alimentos. O Papa esclareceu depois que se referia à necessidade de responder às injustiças e às diferentes formas de exclusão: “Com fome de justiça, com fome de uma caridade autêntica, com fome de uma Igreja que verdadeiramente saiba abrir as portas, acolher e receber a todos”.

O almoço reuniu pessoas acompanhadas pela Diocese de Roma e por várias associações de caridade e de assistência social. Leão XIV recordou que ninguém deve ser tratado como inimigo e sublinhou que a comunidade cristã é chamada a promover a reconciliação, o perdão e a paz, sobretudo junto daqueles que enfrentam situações de maior fragilidade.

Referindo-se ao significado da palavra “Pontífice”, entendida como “construtor de pontes”, o Papa explicou que o encontro pretendia criar novos laços entre as pessoas, as famílias e a sociedade. “E nós hoje também queremos construir uma ponte com todos vocês, com as suas famílias e com a sociedade na qual desejamos viver; mas viver com justiça, viver em um lugar onde se possam eliminar as causas da pobreza, onde se possam eliminar as causas das injustiças que ainda existem no nosso mundo. Esta é a Igreja que queremos ser”.

O Papa agradeceu igualmente aos organizadores, voluntários e benfeitores que contribuíram para a realização da iniciativa, destacando a importância da partilha da mesma mesa como expressão concreta de fraternidade. “Quando nos reunimos e partilhamos a mesma mesa, estamos verdadeiramente construindo um mundo diferente, um mundo de esperança”, afirmou.

No final, convidou todos a trabalharem para que a Igreja seja uma experiência viva de justiça, de paz e de amor, concluindo: “Bom apetite! Sejam todos bem-vindos!”