Terminou esta sexta-feira, no Terreiro da Luta, mais um turno do retiro anual dos sacerdotes da Diocese do Funchal, que reuniu 11 participantes para vários dias de oração, silêncio, reflexão e convívio fraterno. Como habitualmente, o retiro encerrou com a celebração da Eucaristia, presidida pelo bispo do Funchal, D. Nuno Brás.
Em declarações ao Jornal da Madeira, D. Rui Gouveia, bispo auxiliar de Lisboa, que orientou o retiro, destacou a importância destas paragens na vida sacerdotal, considerando que fazem parte da própria identidade e missão do padre. “É uma obrigação nossa colocarmo-nos perante Deus, Nosso Senhor”, afirmou. “Faz sempre bem estas paragens”, acrescentou, salientando também a dimensão fraterna destes encontros.
Questionado sobre o desafio de conciliar uma vida espiritual profunda com a proximidade às pessoas, D. Rui Gouveia explicou que “amar como Deus ama não é uma coisa deste mundo” e que, por isso, é essencial cultivar a fé e reservar tempo para entrar no “mundo invisível do Reino dos Céus”.
O bispo auxiliar de Lisboa admitiu igualmente que o cansaço é uma realidade que atinge muitos sacerdotes, à semelhança do que acontece na sociedade em geral, devido ao ritmo intenso da vida e às múltiplas solicitações pastorais e burocráticas.
Sublinhou ainda a importância do apoio fraterno dentro do presbitério e da oração dos fiéis pelos seus pastores. “A comunidade é chamada a apoiar aquele que não está bem. Aí está a verdadeira caridade”.





















