O Bispo do Funchal manifesta profunda preocupação perante a situação vivida pelo povo da Venezuela e lança um apelo à solidariedade dos madeirenses, convidando as comunidades a contribuírem para uma ajuda concreta através do ofertório das missas dos dias 4 e 5 de julho.
Numa mensagem intitulada “De coração destroçado”, D. Nuno Brás afirma que “as imagens e as notícias que nos chegam da Venezuela destroçam-nos o coração”, lembrando que o país atravessa um período de grande sofrimento, marcado por dificuldades económicas e políticas, agora agravadas pelos “tremores de terra devastadores”.
O responsável pela Diocese do Funchal recorda a ligação histórica e humana entre a Madeira e a Venezuela, sublinhando que “há como que uma ligação vital” entre os dois territórios.
“Em tempos de pobreza, foi na Venezuela que muitos madeirenses encontraram refúgio e oportunidade de construir uma vida melhor, seja levando para lá a família, seja enviando para a Madeira o fruto do seu trabalho, de modo que aqueles que aqui permaneciam tivessem mais possibilidades financeiras”, refere o Bispo do Funchal.
D. Nuno Brás destaca ainda que “não existe nenhuma família madeirense que não tenha tido (ou não tenha ainda) algum familiar a viver naquele país”, valorizando também o testemunho de fé deixado pelos venezuelanos e pelos madeirenses que ali fizeram a sua vida.
“Conhecemos também o testemunho de fé das gentes da Venezuela e daqueles que por lá passaram. E sabemos como esse testemunho tem dado vida a tantas das nossas comunidades”, acrescenta.
Perante a atual situação, o Bispo considera que este é o momento de transformar a proximidade em gesto concreto. “Agora é tempo de a nossa solidariedade se fazer sentir, não apenas com palavras amigas mas com ajuda concreta”, afirma.
Reconhecendo as limitações existentes no envio de apoios materiais de maior dimensão, D. Nuno Brás explica que a Diocese pode contribuir de outra forma, fazendo chegar ajuda financeira à Cáritas Venezuela, para que esta possa responder às necessidades da população.
“Não está nas nossas capacidades enviar apoio médico ou contentores com produtos que passem o Oceano e ali possam ser distribuídos. Mas podemos mais facilmente fazer chegar a nossa ajuda material, de forma a que a Cáritas da Venezuela possa prover às necessidades de alguns dos seus cidadãos”, refere.
Nesse sentido, o Bispo do Funchal convida todos os fiéis a unirem-se em oração pelo povo venezuelano e a participarem na campanha de solidariedade através da recolha que será realizada em todas as igrejas da diocese.
O ofertório das missas dominicais dos dias 4 e 5 de julho será integralmente destinado à ajuda à Venezuela, sendo posteriormente enviado à Cáritas Nacional daquele país.
“Convido por isso todos os madeirenses que o queiram fazer, a rezar pelo povo venezuelano, e a contribuir, de acordo com as suas posses”, conclui D. Nuno Brás.

















