Carmelitas Descalços assinalam 45 anos da Província Portuguesa de Nossa Senhora do Carmo

D.R.

A Província Portuguesa de Nossa Senhora do Carmo dos Carmelitas Descalços está a celebrar o 45.º aniversário da sua fundação.

Na Madeira, a celebração reveste-se de particular significado, uma vez que a presença dos Padres Carmelitas Descalços no Funchal cumpre este ano 80 anos, graças aos irmãos carmelitas da Província de São Joaquim de Navarra, do País Basco. A efeméride será assinalada amanhã, em todas as missas, como “memória agradecida”.

Numa mensagem dirigida à Família Carmelita, o provincial dos Carmelitas Descalços de Portugal, padre Vasco Nuno Tavares da Costa, recorda que a Província Portuguesa de Nossa Senhora do Carmo foi ereta a 21 de maio de 1981, por decreto do Definitório Geral da Ordem, emanado de Roma.

O responsável sublinha que esta data é “sobretudo, um convite” a olhar para o caminho percorrido “com profunda gratidão ao Senhor da criação e da história”, reconhecendo “a fidelidade de Deus que conduz, sustenta e faz frutificar a vida daqueles que n’Ele confiam”.

A mensagem evoca ainda a longa história do Carmelo Descalço em Portugal, com raízes no século XVI, recordando a antiga Província de São Filipe, constituída em 1588, poucos anos depois da morte de Santa Teresa de Jesus. O texto assinala também as dificuldades provocadas pela extinção das ordens religiosas em Portugal, em 1834, e a restauração da presença do Carmelo Descalço em solo português, em 1928.

Depois de décadas de reimplantação, a presença carmelita em Portugal passou por um Vicariato Regional afiliado à Província de São Joaquim de Navarra, vindo posteriormente a reconstituir-se como província autónoma, em 1981.

O provincial destaca que, ao longo destas décadas, os Carmelitas Descalços em Portugal procuraram viver “na fidelidade criativa ao carisma recebido das mãos de Santa Teresa de Jesus e de São João da Cruz”, mantendo viva a chama da oração, da vida fraterna e do testemunho de interioridade e comunhão com Deus.

A celebração dos 45 anos é apresentada como ocasião para renovar a missão da família carmelita na Igreja e na sociedade portuguesa, através da criação de “oásis de interioridade” num tempo marcado pela velocidade, dispersão, solidão e busca de sentido.

“Cantemos, hoje, um Te Deum, irmãos, porque em nós e por nós o Senhor faz maravilhas! E sim, levantemo-nos, pois temos muito que andar!”, escreve o padre Vasco Costa, confiando a Província e toda a Família Carmelita em Portugal à proteção de Nossa Senhora do Carmo.