D. Nuno Brás diz que Nossa Senhora mostra “a meta daquilo que havemos de ser”

Com a presença da equipa formadora, seminaristas, bispo emérito, vigário-geral da diocese, outros sacerdotes e respetivas famílias, o bispo do Funchal, D. Nuno Brás, presidiu no dia 13 de maio a uma Eucaristia no Seminário Diocesano do Funchal, por ocasião da Solenidade de Nossa Senhora de Fátima, padroeira daquela instituição.

No início da celebração, o reitor do Seminário, Pe. Carlos Almada, agradeceu a presença dos familiares e sublinhou a importância da proteção de Nossa Senhora no caminho vocacional dos seminaristas.

“Todos os seminários aqui na Madeira têm Nossa Senhora como padroeira”, recordou, acrescentando que “Ela quer que esta Palavra, que é Cristo, se faça carne”. O sacerdote explicou ainda que o seminário procura, diariamente, viver essa proximidade com Jesus Cristo: “É isto que aqui, nesta casa, nós tentamos fazer todos os dias, tentando fazer com que aquilo que fazemos, aquilo que rezamos, aquilo que calamos, aquilo que dizemos, seja sempre, cada vez mais, a proximidade de Jesus Cristo”.

Dirigindo-se aos seminaristas, o reitor desejou que “se convertam, que sejam mais de Cristo”, para que possam vir a ser “grandes padres, bons padres, para a nossa diocese”. O Pe. Carlos Almada agradeceu também às famílias “por deixarem que a vossa porta de casa fosse aberta para esta porta aqui se abrir e para eles estarem aqui”.

Na homilia, D. Nuno Brás partiu da leitura do Apocalipse para refletir sobre o destino último da humanidade, sublinhando que os cristãos conhecem “o final da história” porque “o Senhor nos mostrou”.

“Sabemos não aquilo que nos vai acontecer amanhã, mas sabemos o desfecho de tudo isto”, afirmou o bispo, acrescentando: “Tudo isto, todos estes dramas, em que é que isto tudo vai acabar? Em que acabámos de escutar: ‘Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra’”.

Comentando a visão da “Nova Jerusalém”, o prelado explicou que esta representa “um novo modo de nos relacionarmos uns com os outros” e “um novo modo de vivermos”. “A cidade não é simplesmente o conjunto de casas com carros. A cidade é este novo modo de nos relacionarmos uns com os outros”, afirmou.

Ao relacionar esta imagem bíblica com Nossa Senhora, D. Nuno Brás disse que “o nosso fim encontra-se já aqui, presente, em Nossa Senhora”, descrevendo Maria como “esta mulher adornada para o seu esposo” e “esta humanidade que está pronta para Deus”.

“Que bom que é termos Nossa Senhora como padroeira”, afirmou ainda, acrescentando que Maria “mostra a meta daquilo que havemos de ser”. “O que é que nós queremos ser? Queremos ser como Nossa Senhora”, disse, apontando nela “esta disponibilidade interior, esta beleza interior, esta tranquilidade”, mas também “esta capacidade de luta”.

O bispo do Funchal sublinhou igualmente que a mensagem de Fátima traz uma certeza de esperança: “Nossa Senhora é aquela que nos representa, que representa tudo aquilo que é assumido em Deus, no fim de tudo”.

Na parte final da homilia, evocando novamente o livro do Apocalipse, D. Nuno Brás recordou que “Deus enxugará todas as lágrimas. Não mais haverá morte, nem luto, nem dor, porque o mundo antigo desapareceu”.

“É bom dar-nos confiança, dar-nos tranquilidade, porque seremos todos como Nossa Senhora. Não por causa de sermos grande coisa, mas porque Deus em nós faz maravilhas”, concluiu.