A Madeira é fruto dos movimentos migratórios. Quando os portugueses aqui chegaram, não havia ninguém que habitasse a Ilha. Foi gente do Norte de Portugal e do Algarve, mas também italianos, flamengos e de outros países europeus que, por um ou outro motivo, para aqui vieram habitar. Contudo, sabemos igualmente que, logo desde o início, também da Ilha os madeirenses partiram para outras paragens — Brasil, Índia, África… e, claro, o continente português.
Sabemos que, nos últimos séculos, a emigração madeirense tomou como destino a Venezuela, a África do Sul, a Inglaterra — mas também Estados Unidos, Austrália, Jersey e Guernsey. Partem, levando a Ilha, a sua comunidade e a família no coração — muitos com projectos de regresso logo que a vida permita. Partem, levando também os costumes, o modo de ser e de viver e, sobretudo, a fé em que foram educados.
No passado fim de semana, tive finalmente a oportunidade de realizar a primeira visita a uma comunidade madeirense no estrangeiro, concretamente em Londres. Entre os portugueses, os madeirenses destacavam-se pelo número, pelas iniciativas, pela presença. De verdade, ainda que bem longe da nossa Região, senti-me em casa.
Desde o acolhimento no aeroporto, recebido com madeirenses envergando os trajes típicos da região, ao momento da despedida, os encontros foram-se sucedendo: com líderes de empresas ou trabalhadores em restaurantes, com artistas (sobretudo jovens artistas, gratos à Região pelo início da sua actividade e pelas oportunidades que se lhes abriram, mas para quem Londres significou uma outra abertura de horizontes) e com taxistas — em todos, de um ou outro modo, a Madeira ali estava, bem no centro do coração. Saíram da Ilha levando-a consigo, vivem longe mas com a Ilha no coração.
E, sobretudo, na grande maioria, a fé a dar a unidade, a promover a comunhão.
[Atualizado 8.5.2026 às 12h37]



















