Cristão no meio da guerra

D.R.

Como ser Igreja no meio da guerra? É esta a questão que o Cardeal Perbattista Pizzaballa se coloca (e que coloca à sua comunidade diocesana da Terra Santa), numa Carta Pastoral publicada no passado dia 25 de abril.

Desde o trágico 7 de outubro de 2023, quando os terroristas do Hamas mataram indiscriminadamente os israelitas que lhes surgiam pela frente ou os fizeram reféns, todos os esforços de diálogo e de construção da paz na Terra Santa foram destruídos. “Hoje assistimos, diz o Cardeal, ao regresso da força como instrumento decisivo para resolver qualquer contenda. A guerra tornou-se objecto de um culto idólatra”.

Como proposta de vida, o Patriarca de Jerusalém diz que o conflito não é apenas algo a superar, mas que se tornou o próprio lugar onde a Igreja é chamada a realizar a sua missão”. E acrescenta: “A nossa existência cristã deve tornar-se testemunho de um estilo de vida próprio, mesmo no meio do conflito”.

No centro de tudo, Jerusalém, “não apenas o lugar geográfico mas também o coração espiritual da Igreja”: “As nossa comunidades permaneçam um sinal tangível de esperança e de corajosas experiências de vitalidade e fraternidade”. “O que nos sustenta, diz também o Patriarca, não é a nossa força mas a alegria do Evangelho”.

A percepção de um mundo cada dia mais perigoso, que creio todos partilhamos, não nos pode ser indiferente. E o testemunho cristão de quem vive no meio dos escombros e da violência, como é o caso dos cristãos na Terra Santa, também não.

Neste mês de Maio — mês do Rosário, mês da Mãe, mês da Rainha da Paz — é importante, mais do que nunca, a nossa oração pela paz: paz em cada coração, paz à nossa volta, paz no mundo inteiro.