No primeiro aniversário da morte do Papa Francisco, assinalado esta terça-feira, 21 de abril, o Papa Leão XIV evocou o seu predecessor, sublinhando o testemunho que deixou à Igreja e ao mundo. Durante a conferência de imprensa a bordo do voo com destino à Guiné Equatorial, o pontífice recordou alguns traços da pastoral de Francisco: proximidade aos mais frágeis, fraternidade e misericórdia.
“Gostaria desde já recordar o Papa Francisco, neste primeiro aniversário da sua morte: ele que deu tanto à Igreja com a sua vida, o seu testemunho, a sua palavra e os seus gestos”, afirmou Leão XIV, na conferência de imprensa durante o voo com destino a Malabo”. O Papa destacou que Francisco “mostrou verdadeira proximidade em relação aos mais pobres, aos pequeninos, aos doentes, às crianças e aos idosos” e deixou “muito à Igreja com o seu testemunho e a sua palavra”.
Leão XIV assinalou, em particular, duas marcas centrais do pontificado de Francisco: a fraternidade universal e a misericórdia. O Papa argentino procurou promover “o respeito autêntico por todos os homens e mulheres”, incentivando “este espírito de fraternidade, o sermos todos irmãos e irmãs”, disse Leão XIV. O atual pontífice recordou ainda “a mensagem da misericórdia”, que Francisco colocou no centro do seu ministério petrino, e evocou o Jubileu Extraordinário da Misericórdia como uma das expressões maiores desse legado. “Rezemos para que ele esteja já a gozar da misericórdia do Senhor e agradeçamos ao Senhor pelo grande dom da vida de Francisco à Igreja e ao mundo”, concluiu.
A data foi também assinalada pelos meios de comunicação do Vaticano com o lançamento do documentário “Todos, todos, todos!”, expressão tornada emblemática por Francisco na Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023. Segundo a Agência Ecclesia, a obra audiovisual, com 27 minutos, “retrata a marca pastoral de Jorge Mario Bergoglio e a sua insistência numa Igreja próxima das periferias”. A mesma notícia refere que o trabalho “recupera imagens de arquivo para apresentar uma experiência eclesial capaz de traduzir o Evangelho em gestos concretos e de fomentar a paz num mundo marcado por tensões”.
Também o Vatican News apresentou o documentário como uma “narrativa visual do pontificado do Papa Francisco, um ano após sua morte” e destacou duas expressões que sintetizam a alma do seu ministério: “Fomos misericordiados; sejamos misericordiosos” e “como eu gostaria de uma Igreja pobre e para os pobres”. O portal oficial da Santa Sé afirma que o vídeo transmite “a essência pastoral do pontificado de Bergoglio”, retratando “uma Igreja em movimento, capaz de diálogo e presença em meio às feridas da história”.


















