O bispo do Funchal, D. Nuno Brás, esteve neste sábado, dia 18 de abril, nas paróquias da Ponta do Pargo e do Amparo, onde presidiu às celebrações do sacramento da Confirmação, crismando um total de 31 jovens: 17 na Ponta do Pargo e 14 no Amparo.
Na Ponta do Pargo, onde o Jornal da Madeira acompanhou a celebração, o pároco, Pe. Roberto Aguiar, começou por apresentar o grupo de crismandos, constituído por 17 jovens, entre os quais 12 rapazes e 5 raparigas.
O sacerdote destacou o percurso feito ao longo do ano de catequese, agradecendo aos catequistas e a todos os que contribuíram para a preparação dos jovens, incluindo no caminho de formação e na vivência do sacramento da Reconciliação.
Na sua intervenção, deixou também uma palavra de incentivo, sublinhando que aqueles jovens representam o futuro da Igreja. Apelou a que, nas suas escolhas de vida e profissão, saibam ser presença de Cristo no meio do povo, “com Jesus ressuscitado no coração”, como membros ativos do povo de Deus.
Na homilia, D. Nuno Brás centrou a sua reflexão na morte e ressurreição de Jesus, sublinhando o carácter surpreendente da forma como Cristo viveu até ao fim. “Jesus morreu como condenado, mas a maneira como viveu até esse momento foi verdadeiramente surpreendente”, afirmou, acrescentando que esse mistério levou os primeiros cristãos a relerem as Escrituras, nomeadamente o profeta Isaías.
Recordando a imagem do “servo sofredor”, o bispo referiu que Cristo foi como “uma ovelha levada ao matadouro”, sublinhando a serenidade com que enfrentou a morte. Ainda assim, frisou que o essencial da fé cristã está para além da cruz: “Muito mais do que a morte, foi a ressurreição que marcou os discípulos”.
O prelado destacou que este acontecimento não pode ser visto como algo comum: “Aquilo que aconteceu não é um acontecimento qualquer, é Deus no meio de nós”, disse, evocando o testemunho dos apóstolos. “Nós somos testemunhas disso”, acrescentou, citando São Pedro para reforçar que se trata de uma ação de Deus na história.
A partir do Evangelho dos discípulos de Emaús, D. Nuno Brás falou ainda da experiência do encontro com Cristo ressuscitado, que faz “arder o coração”. “Quando nos encontramos com Jesus, o coração arde. E isso é outra forma de dizer que somos verdadeiramente felizes”, explicou.
O bispo alertou, no entanto, para a diferença entre alegrias passageiras e a felicidade duradoura: “Há muitas felicidades pequeninas que vêm e vão. A verdadeira felicidade é aquela que permanece, mesmo quando custa, mesmo quando é exigente”.
O prelado sublinhou também a importância da Eucaristia como lugar privilegiado desse encontro, onde Cristo se dá a conhecer: “É na Eucaristia que Ele se dá a reconhecer e permanece connosco ao longo de toda a vida”.
Dirigindo-se diretamente aos jovens crismandos, recordou que o sacramento que recebiam significa precisamente essa presença de Cristo ressuscitado nas suas vidas. “O que recebem hoje é Jesus Cristo vivo convosco, na vossa vida”, afirmou, incentivando-os a não terem medo: “Deixem-se encontrar por Jesus”.
No final da celebração, o bispo ensinou uma breve oração, convidando os jovens a rezarem: “Senhor, o que queres de mim? Faz com que a minha vida não seja inútil”, desafiando-os a viver com abertura à vontade de Deus e ao sentido mais profundo da existência.

































