A Páscoa faz surgir todo o esplendor do ser humano.
Vencedor da morte e das condenações, Cristo ultrapassa e vence todos os obstáculos: remove pedras que selam túmulos, caminha sobre as águas, entra em lugares fechados por paredes e portas.
Mas não vence apenas realidades físicas, materiais. Também aquelas outras, bem mais difíceis, que são os corações humanos. Faz-se reconhecer por amigos e discípulos, como Maria Madalena, Pedro e outros seguidores; e faz-se aceitar também por inimigos, como Paulo, o perseguidor, mudando, de modo radical, o sentido da sua vida. Vence mesmo as visões mais cegas e os corações humanos mais reticentes.
Cristo ressuscitado faz tudo para mostrar que aquela explosão da vida divina que se manifestou na sua ressurreição não era apenas algo que lhe dissesse respeito; que era uma realidade que Ele tinha por missão partilhar com todos. Trata-se de mostrar como o ser humano pode e deve ser, desde que acolha, que aceite o dom de Deus e se deixe transformar, divinizar.
A vida divina não é algo que possamos, por nós, conquistar: é oferecida, gratuitamente, pelo próprio Deus. Aliás: Deus quer mesmo oferecê-la a todos. E trata-se, de facto, da vida de Deus que torna divina a nossa existência. É ela que faz com que a vida dos Santos seja tão atraente.
Só existe uma coisa que Deus não quer vencer: a nossa liberdade. Porque esta é a condição para que o nosso amor possa corresponder, com verdade, ao amor que Ele nos tem.
E acima da vida com Deus, da participação na sua vida, nada mais pode existir de maior para qualquer ser humano.























