A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) criou a Comissão Mista Bispos e Vida Consagrada, na 214ª Assembleia Plenária que terminou hoje em Fátima, e elegeu como seu presidente D. Nélio Pereira Pita, bispo auxiliar da Arquidiocese de Braga.
“Ganhamos todos com esta articulação, com este diálogo, ganhamos mesmo”, disse o presidente da nova Comissão Mista Bispos e Vida Consagrada da CEP, esta quinta-feira, 16 de abril, em declarações à Agência ECCLESIA.
D. Nélio Pereira Pita, bispo auxiliar de Braga, assinala que a vida consagrada inspira o que deve ser a vida da Igreja hoje, nomeadamente a marca sinodal de vida em conjunto.
“Estou convencido que esse aspeto, por exemplo, a sinodalidade, a dar voz a todos, a dimensão missionária, características como a vivência de votos, como o desprendimento, a pobreza, a Igreja Diocesana temos muito a aprender com os institutos de vida consagrada”, acrescentou o presidente da nova Comissão Mista Bispos e Vida Consagrada da CEP.
A vice-presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) destacou que onde possam crescer em conjunto, caminhar em conjunto, “neste espírito de comunhão e de participação na missão é enriquecedor”, quer para as dioceses, quer para os Institutos de Vida Consagrada ao qual pretendem servir.
“Eu creio que tudo o que diz respeito à Igreja em Portugal, tudo o que diz respeito aos batizados e aos não-crentes diz respeito, quer aos dioceses, quer aos Institutos de Vida Consagrada. E essa realidade já se vivia, mas agora vive-se de uma forma mais em diálogo, mais em comunhão, participando em conjunto, o que nos faz crescer também nessa consciência: A Igreja em Portugal é de todos nós”, desenvolveu a irmã Ângela Coelho, religiosa da Aliança de Santa Maria, à Agência ECCLESIA.
A Comissão Mista Bispos e Vida Consagrada foi aprovada pelo episcopado português na Assembleia Plenária, que terminou hoje em Fátima, esta função até agora estava a cargo de um delegado da CEP; D. Nélio Pita, religioso vicentino, foi nomeado como bispo auxiliar de Braga, pelo Papa Leão XIV, a 6 de junho de 2025, era, desde 2022, assistente geral da Congregação da Missão.
As comissões episcopais são órgãos da Conferência Episcopal Portuguesa para “setores específicos da atividade pastoral” e são constituídas pelo presidente e 3 ou mais bispos e um secretário; cada comissão episcopal elege um ou mais diretores para os secretariados executivos das suas áreas de atuação na Igreja Católica em Portugal.
De acordo com o comunicado final da 214ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, seis das 10 comissões têm um novo presidente e quatro bispos renovam o mandato.
D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra, é o novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), sucedeu no cargo a D. José Ornelas; a eleição para o triénio 2026-2029 decorreu na Assembleia Plenária, que se iniciou esta segunda-feira, onde também foi escolhido D. José Cordeiro, arcebispo de Braga, como vice-presidente.
Nesta reunião, a primeira Assembleia Plenária de 2026, os bispos portugueses condenaram discursos de rejeição a migrantes e alertam para pobreza estrutural, aprovaram o documento de referência para a Pastoral Juvenil, e manifestaram “plena comunhão e solidariedade” com o Papa Leão XIV.
A CEP foi formalmente reconhecida a seguir ao Concílio Vaticano II, em 1967, com a ratificação pela Santa Sé dos primeiros Estatutos aprovados na Assembleia Plenária de 16 de maio, revistos posteriormente em 1977, 1984, 1999 e 2005; é o conjunto dos bispos das dioceses que, para melhor exercerem as suas funções pastorais, põem em comum preocupações e experiências, acertam critérios de ação e coordenam esforços.
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