Na celebração da Paixão do Senhor, na Sé do Funchal, D. Nuno Brás centrou a homilia na certeza de que “Jesus morre por amor, com amor e para que o amor (…) possa, por fim, vencer o mal e o pecado, em cada um, em todos”. A partir desta ideia, o bispo convidou os fiéis a contemplarem Cristo como Aquele que caminha livremente para a cruz, consciente do que O espera e plenamente obediente à vontade do Pai.
Na reflexão sobre o Getsémani, o prelado sublinhou que Jesus “não foge da Paixão, não se procura escapar dela”, mas vive esse momento como Filho obediente, recusando tanto a fuga como a violência. Ao afirmar “Sou Eu”, Cristo manifesta a sua autoridade divina, ao mesmo tempo que aceita beber “o cálice que o Pai” Lhe deu, mostrando que a salvação não segue os critérios do poder humano, mas os caminhos de Deus.
Diante das autoridades judaicas e de Pilatos, D. Nuno Brás destacou que Jesus sabe que é “o homem”, isto é, Aquele em quem se resume toda a humanidade. Por isso, a sua entrega até ao fim torna-se testemunho pleno da verdade. Já na cruz, ao confiar o discípulo amado à Mãe, deixa à Igreja um testamento espiritual, oferecendo Maria como Mãe dos discípulos de todos os tempos e sinal da nova humanidade reconciliada em Deus.
A celebração, vivida em profundo recolhimento, incluiu a Liturgia da Palavra, a Adoração da Cruz, a Comunhão e a procissão do Enterro do Senhor.





















