O Papa Leão XIV chegou hoje ao Mónaco, na primeira visita de um pontífice ao Principado, com um programa de nove horas focado na paz, na defesa da vida e na ecologia.
O helicóptero que transportou o Papa desde território francês aterrou pouco depois das 09h00 locais (menos uma em Roma), no heliporto de Mónaco.
O príncipe Alberto II e a princesa Charlene receberam Leão XIV no território.
Após a Guarda de Honra, os 21 tiros de canhão e a apresentação das respetivas delegações, o Papa dirigiu-se ao Palácio do Príncipe para a cerimónia de boas-vindas, à qual se seguiu a visita de cortesia a Alberto II.
O Mónaco é o segundo Estado mais pequeno do mundo, a seguir ao Vaticano, mas destaca-se pela sua elevada densidade populacional, acolhendo residentes de 150 nacionalidades, incluindo a comunidade portuguesa.
O portal ‘Vatican News’ assinala que, por trás da imagem de opulência material do país com o maior rendimento per capita do mundo, existe uma “pobreza oculta”, muitas vezes ligada ao flagelo do jogo, à marginalização, à solidão e à fragilidade relacional.
O arcebispo do Mónaco, D. Dominique-Marie David, sublinha a expectativa de que a presença do Papa ajude a população a procurar o “sentido da vida”, para além do “reflexo deslumbrante” do luxo e das aparências.
A ecologia e o cuidado da “casa comum” serão temas centrais do encontro, refletindo uma visão partilhada entre o Papa e o soberano monegasco, cuja fundação já financiou mais de 830 projetos ambientais.
Ainda esta manhã, após uma passagem pela Catedral da Imaculada Conceição para um momento de oração com a comunidade católica local, o Papa desloca-se à igreja de Santa Devota — padroeira do Principado — para um encontro com jovens e catecúmenos, onde ouvirá os seus testemunhos.
O padre Dominique Arz, pároco de Santa Devota, destaca a importância deste momento na vida da Igreja local.
O ponto alto desta deslocação “relâmpago” acontece a partir das 15h30 (menos uma hora em Lisboa), com a celebração da Missa no estádio Louis II, perante cerca de 15 mil fiéis.
Todos os discursos da visita serão proferidos em língua francesa.
O Mónaco é um dos poucos países europeus, a par de São Marinho e Malta, além do próprio Vaticano, a manter o catolicismo como religião de Estado; a Constituição de 1962 garanta a total liberdade de culto aos residentes.
Esta é a segunda viagem internacional de Leão XIV, que no final de 2025 visitou a Turquia e o Líbano.
A deslocação ao Mónaco antecede uma viagem apostólica a África, que vai decorrer em abril, com passagem por Angola.
OC




















