A Cáritas Diocesana do Funchal promove a partir deste domingo, 1 de março e até dia 8, a Semana Nacional Cáritas 2026, iniciativa que integra, como é habitual, um conjunto de atividades de sensibilização e solidariedade.
O programa inclui momentos culturais, formativos e visitas abertas à comunidade, culminando com a celebração de encerramento e a distinção de duas instituições educativas que se têm destacado na colaboração com a Cáritas.
Missa na Camacha
A semana tem início, como já se disse, este domingo com a realização de uma Missa às 11h00, na Paróquia da Camacha, numa celebração realizada em colaboração com a Cáritas paroquial local. Segundo a organização, esta é a primeira vez que se realiza uma abertura oficial da semana.
Durante toda a semana decorrerá também o Peditório Nacional Cáritas online, destinado a apoiar os projetos sociais desenvolvidos pela instituição.
Programa inclui visitas e workshop
No âmbito das atividades programadas, realiza-se no dia 3 de março um momento cultural que inclui uma visita ao Museu A Cidade do Açúcar, às 14h30, seguindo-se, pelas 16h00, uma visita à Torre da Sé do Funchal.
Já no dia 5 de março, pelas 10h00, terá lugar um workshop sobre hortas urbanas, iniciativa dinamizada pelo parceiro Leroy Merlin.
Nos dias 4 e 6 de março, entre as 10h00 e as 17h00, decorrerão também visitas guiadas à sede da Cáritas, no âmbito do projeto “Cáritas de Portas Abertas”, permitindo à comunidade conhecer de perto o trabalho desenvolvido pela instituição.
Nos dias 7 e 8 de março, o ofertório das missas nas paróquias será consignado à Cáritas.

Distinção de duas escolas
A Semana Nacional Cáritas termina no sábado, 7 de março, com a Eucaristia de encerramento às 17h30, na Igreja do Colégio, presidida por Nuno Brás, bispo do Funchal.
No final da celebração terá lugar a já habitual cerimónia de entrega de um louvor e do PIN de prata da Cáritas desta feita a duas instituições que se têm destacado na colaboração com a Cáritas Diocesana do Funchal, no âmbito do projeto “Conto Contigo”: a Escola da APEL e a Escola Secundária Francisco Franco.
A celebração termina com a Procissão dos Passos e o Sermão do Encontro.
Solidariedade faz parte da identidade
O Jornal da Madeira falou com a direção das escolas que vão ser homenageadas, nomeadamente com o diretor-geral da APEL Pe. Fernando Gonçalves, que agradece o reconhecimento, sublinhando, no entanto, que a escola não desenvolve este trabalho com o objetivo de ser distinguida.
“Antes de mais, agradecemos o facto de reconhecerem o nosso empenho neste campo, mas também quero frisar que não estamos a fazer isto para sermos distinguidos”, afirmou.

Segundo o responsável, a participação em iniciativas de solidariedade faz parte do ADN da escola. “Somos uma escola solidária e nunca nos furtámos, sempre que possível, a estar presentes em situações deste tipo, seja em campanhas de recolha de bens ou noutras iniciativas em favor de quem precisa”, referiu.
O sacerdote sublinha ainda que esta atitude está profundamente ligada aos valores da instituição. “Faz parte da nossa maneira de ser, da nossa identidade como escola católica e como cristãos que somos. Procuramos transmitir aos alunos esta sensibilidade para os outros e para as necessidades da comunidade.”
Apesar de não procurarem reconhecimento público, o diretor considera que a distinção é recebida com gratidão. “Se nos querem distinguir, aceitamos de bom grado. É também um estímulo para continuar e dá-nos ainda mais coragem para prosseguir este caminho.”
Na cerimónia de sábado vão estar presentes representantes da escola, entre os quais a prof. Carla Freire, dinamizadora do projeto, bem como alguns alunos.
Formação para os valores
Também a Escola Secundária Francisco Franco vê nesta distinção um reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido ao longo dos anos.
O presidente do Conselho Executivo da escola sublinha que a missão da instituição vai além da formação académica.
“A escola tem tido, ao longo destes anos, uma grande missão: proporcionar aos alunos uma formação sólida, não apenas a nível académico, mas também ao nível dos valores”, afirmou.

Nesse sentido, vários professores têm incentivado os alunos a participar em iniciativas ligadas à solidariedade e ao apoio à comunidade.
“Temos professores que têm encarado esta missão de forma muito pessoal, levando os alunos a participar em atividades relacionadas com a solidariedade, com a ajuda ao outro e com a empatia.”
Para o responsável, estas experiências são fundamentais no processo educativo.
“No fundo, trata-se de formar jovens conscientes e comprometidos com a sociedade, capazes de olhar para os outros e de perceber que todos podemos contribuir para um mundo melhor.”
A distinção agora atribuída pela Cáritas, que no fundo premeia também o “Banco dos Afetos” e a prof. Sandra Freitas, é vista como um reconhecimento desse trabalho.
“Este momento acaba por ser um reconhecimento público do caminho que a escola tem vindo a fazer ao longo destes anos, promovendo valores de cidadania ativa e de serviço à comunidade.”
Segundo acrescenta, a escola continuará a incentivar os alunos a participar em projetos de solidariedade.
“Faz parte da formação integral que queremos proporcionar aos nossos alunos: conhecimento, responsabilidade social e compromisso com o bem comum.”
Na cerimónia de Sábado, para além do Presidente do Conselho Executivo, vai estar também presente a Profª Sandra Freitas responsável pelo Projeto Banco dos Afetos.























