A Paróquia da Tabua assinalou, no passado dia 11 de fevereiro, a memória litúrgica de Nossa Senhora de Lurdes, com uma celebração que reuniu fiéis em oração e peregrinação até ao nicho mariano implantado na rocha, no Sítio da Praia.
O programa teve início pelas 17 horas, com a recitação do terço na Capela da Mãe de Deus, seguindo-se a peregrinação até ao nicho dedicado à Virgem de Lurdes. Pelas 17h30, foi celebrada missa campal naquele local, recuperando assim uma tradição que marcou durante décadas a vivência da fé mariana naquela zona da freguesia.
O nicho, espaço de oração integrado na rocha natural, foi mandado edificar pelo Pe. José da Silva Bairos, sacerdote que exerceu ministério na Tabua antes de partir para a Austrália.
Ao Jornal da Madeira, Teresa Barros, devota de Nossa Senhora de Lurdes, explicou que o sacerdote teve essa ideia quando avistou ao longe essa gruta na encosta. “O senhor padre, quando estava na paróquia da Tabua, viu da igreja aquela gruta que lhe lembrou a gruta de Lurdes e por isso quis fazer com a ajuda do povo este monumento”, relatou. Acrescentou também a importância desde dia, testemunhando que há 18 anos não falta à oração junto a Nossa Senhora de Lurdes.
O Pe. José da Silva Bairos nasceu a 8 de maio de 1935 nos Canhas, Ponta do Sol e foi ordenado sacerdote a 27 de outubro de 1968 em Moçambique. Esteve largos anos ligado à Arquidiocese de Sydney, na Austrália, onde desempenhou funções pastorais nomeadamente numa paróquia da zona de Surry Hills, em Sydney e também como capelão da comunidade católica portuguesa. Faleceu a 25 de março de 2019, tendo o funeral sido celebrado naquela cidade.
A celebração deste ano voltou, assim, a unir a comunidade em torno da devoção a Nossa Senhora de Lurdes e da memória de um sacerdote cuja iniciativa permanece visível na paisagem e na vida espiritual da Tabua.






























