Jesus, o milagre

D.R.

Entre as várias virtudes que o desporto possui (saúde, trabalho, vida em equipa, disciplina…) está aquela de provar que o impossível pode acontecer. Ainda há dias, num jogo de futebol, vimos um guarda-redes marcar um golo essencial para a sua equipa, no último segundo do jogo. Antes, toda a gente diria que era impossível, mas o facto é que sucedeu. E, nos jogos olímpicos ou noutros encontros de competição, vemos como, sucessivamente, os recordes mundiais vão sendo ultrapassados: parece impossível mas acontece. Um atleta consegue saltar mais alto que jamais alguém conseguiu, nadar mais rápido, ser mais forte que ninguém.

Mas isto que sucede no desporto, acontece, igualmente, nas outras áreas da vida humana. De repente, “como que por milagre”, dizemos, o impossível acontece: um conjunto de factores que se alinham, o esforço e o trabalho persistente, e um quê de graça não merecida, e eis que o impossível se torna uma realidade.

É por isso que não consigo entender a aversão que muita gente tem aos milagres: se os homens são capazes de os fazer, porque é que Deus não nos poderá oferecer sinais do seu amor, da sua presença? 

Não vivemos à espera dos milagres, nem suspensos deles. Mas não podemos deixar de acolher, agradecidos, os dons que o Pai nos oferece, como sinais do seu amor — sejam eles um inexplicável acontecimento, para além das “lei da natureza” (afinal, não é Deus o criador de tudo quanto existe?), seja uma simples realidade do quotidiano com a qual somos confrontados numa qualquer situação da vida, mas que nos surpreende e na qual percebemos a Presença daquele que nos ama.

E, sobretudo, Jesus Cristo, o grande milagre do Pai, que, ultrapassando tudo, caminha connosco e nos abre, diante de nós e para nós, as portas da vida eterna!