Eucaristia de ação de graças assinala Jubileu vivido como caminho de esperança

Foto: José Gouveia

O bispo do Funchal, D. Nuno Brás, presidiu na sexta-feira, 6 de fevereiro, a uma Eucaristia de Ação de Graças na Paróquia das Eiras reunindo a equipa organizadora do Jubileu na Diocese do Funchal, voluntários, movimentos, grupos e coros que participaram nas diversas atividades jubilares.

Na homilia, D. Nuno Brás sublinhou o significado do caminho jubilar vivido na Diocese, convidando a comunidade a reconhecer os frutos deste tempo de graça. “Pedimos ao Senhor que o jubileu que vivemos tenha sido para muitos um grande grito de esperança”, afirmou, desejando que muitos tenham encontrado Deus e adquirido “um novo olhar sobre si próprios, sobre a sua vida e sobre o mundo”. O bispo destacou ainda que as iniciativas desenvolvidas procuraram chegar a todos, “aos nossos concidadãos, aos nossos cristãos, a todos aqueles que estão dentro e fora da Igreja”, como convite a viver com o horizonte de esperança que só Deus oferece.

O prelado também evocou o testemunho dos mártires como expressão máxima dessa esperança que ultrapassa qualquer poder humano. Recordando as atas do martírio de São Paulo Miki e companheiros, missionários jesuítas no Japão, destacou as palavras finais do primeiro jesuíta japonês, dirigidas ao seu povo: “Eu vou morrer, por isso ninguém discute que, chegado a este ponto, vá dizer mentiras. Quero dizer-vos que Jesus Cristo é o Salvador.” Para D. Nuno Brás, os mártires afirmam que existe “Alguém mais poderoso” do que qualquer autoridade terrena: podem tirar a vida, mas não podem tirar “a vida com Deus, nem a ressurreição”.

A partir do Evangelho proclamado (Mc 6, 14-29), o bispo também referiu a figura de Herodes, sublinhando a tentação recorrente de o ser humano querer colocar limites à ação de Deus. “Herodes diz: eu autorizo que Ele faça milagres, dê vista ao cego, mas não autorizo que ressuscite ninguém. Mas quem é Herodes para dizer a Jesus o que fazer ou deixar de fazer?”, questionou. Esta atitude, explicou, revela uma incompreensão profunda da proposta de Jesus e manifesta-se sempre que alguém se coloca como juiz de Deus. “Quando dizemos: eu acho que Deus aqui não se está a comportar bem… mas quem és tu para dizer aquilo que Deus pode ou não fazer?”, acrescentou, lembrando que, no máximo, o crente pode reconhecer: “Não entendo o que Deus quer de mim ou desta situação.”

No final da Eucaristia, a equipa do Jubileu dirigiu palavras de agradecimento a todos os envolvidos. “Agradecemos a todos os que participaram, os que organizaram, os que prepararam cada detalhe, aos que tocaram, cantaram, acolheram, pintaram e rezaram para que a esperança fosse verdade nas nossas vidas”, referiram, destacando de modo especial os voluntários pela “paciência, o tempo e a alegria”.

A intervenção terminou com uma síntese do espírito vivido ao longo do Jubileu: “Onde há serviço há amor, e onde há amor, Deus permanece”.