“A caridade é consequência da fé”

Padre Marcos Pinto traça linhas para a Pastoral Social

Nomeado a 12 de janeiro diretor do Secretariado Diocesano da Pastoral Social da Diocese do Funchal, o padre Marcos Pinto assume a missão sublinhando que “a caridade é uma consequência da fé”. Em entrevista ao Jornal da Madeira, aponta como primeira prioridade “identificar os recursos e conhecer as necessidades da Diocese”, mapeando IPSS, Cáritas, Conferências de São Vicente de Paulo e respostas espontâneas das comunidades, para que toda a ação social esteja “ao serviço da evangelização”.

Outra linha central passa por “haver sinergias” entre as várias estruturas pastorais, evitando duplicações e promovendo a partilha de boas práticas. Para isso, defende a sensibilização das paróquias para a pobreza, a criação de espaços de partilha e apoio técnico e um forte investimento na formação e na espiritualidade, incluindo áreas como a gestão de organizações sociais e a replicação de bons exemplos nacionais e internacionais com impacto social e ambiental.

A pastoral social diocesana, afirma, deve reforçar a pastoral paroquial “à luz do Bom Samaritano”: contacto pessoal, ajuda possível, mediação e acompanhamento, sem substituir a responsabilidade da comunidade. Influenciado pelo magistério do Papa Francisco, o sacerdote destaca o papel dos leigos qualificados e aponta caminhos como a economia social e a economia de impacto para garantir sustentabilidade. A partir da experiência da “Casa São José”, resume o princípio que orienta toda a ação: “é a pessoa humana no seu todo, seja ela quem for”.

Pedras Vivas 01 de Fevereiro de 2026 (A4)

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