Jornal da Madeira assinala o dia do padroeiro dos jornalistas

Papa Leão XIV desafia os profissionais da comunicação a serem semeadores de boas palavras e construtores de reconciliação na sociedade atual

Imagem: Ilustração digital, São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas e comunicadores / Jornal da Madeira

Neste sábado, 24 de janeiro, em que a Igreja celebra a memória litúrgica de São Francisco de Sales, bispo e doutor da Igreja, padroeiro dos jornalistas e comunicadores, o Jornal da Madeira associa-se à reflexão sobre a missão da comunicação social na Igreja, assinalando uma data particularmente significativa para todos os que exercem a profissão de informar.

A festa de São Francisco de Sales coincide, todos os anos, com a divulgação da Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais que será celebrado no Domingo da Ascensão do Senhor, dia 31 de maio.

A Mensagem que o Papa divulgará para o Dia Mundial das Comunicações Sociais tem como título “Preservar vozes e rostos humanos” e insere-se na preocupação da Igreja em reafirmar a dimensão profundamente humana da comunicação, num contexto marcado por rápidas transformações tecnológicas, pela difusão da inteligência artificial e por crescentes fenómenos de fragmentação social.

Neste semana, o Papa Leão XIV dirigiu uma mensagem aos jornalistas católicos reunidos em Lourdes, no Encontro São Francisco de Sales, promovido pela Federação dos Meios de Comunicação Católicos da França. A comunicação, enviada no passado dia 21 de janeiro e assinada pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, constitui um apelo claro a uma prática comunicativa enraizada no Evangelho.

No texto, o Santo Padre encoraja os profissionais da comunicação de inspiração cristã a serem “semeadores de boas palavras” e “amplificadores das vozes que corajosamente buscam a reconciliação”, num tempo marcado pela polarização, pelo ódio e pelos desafios éticos colocados pela inteligência artificial. Sublinha ainda a urgência de regressar às “razões do coração”, à centralidade das relações humanas e a uma comunicação que se aproxime dos outros sem excluir ninguém.

Dirigindo-se diretamente aos comunicadores, Leão XIV desafia-os a serem “antenas” capazes de captar e retransmitir a vida dos mais frágeis, marginalizados e solitários, recordando que o serviço da verdade prestado pelos meios de comunicação católicos constitui um contributo essencial para toda a sociedade, inclusive para aqueles que não partilham a fé cristã.