Quando o Apóstolo S. Paulo chegou à cidade de Atenas e se dirigiu ao Areópago, a praça central da cidade, começou a falar a quantos ali estavam, como era seu hábito. O discurso foi-nos resumido por S. Lucas nos Actos dos Apóstolos:
“Paulo, de pé, no meio do Areópago, começou a falar: «Atenienses, vejo-vos em tudo muito religiosos. De facto, ao percorrer e observar os vossos monumentos sagrados, encontrei um altar no qual está inscrito: ‘Ao deus desconhecido’. Pois bem, o que vós venerais sem conhecer, é o que eu vos anuncio»” (At 17,22-24). E começou a falar-lhes de Jesus e da sua ressurreição.
Creio que, nos nossos dias, necessitamos também de retomar este anúncio. De facto, o geral dos nossos contemporâneos acredita em Deus: sabem, percebem, que Deus existe; que o universo e a vida humana não fariam sentido sem Ele. Só que, para muitos (até para muitos baptizados), Ele é um “deus desconhecido”: sabem que existe, mas não conseguem viver com Ele porque não Lhe conhecem o rosto nem o seu nome.
O nosso testemunho de cristãos, tal como o testemunho de S. Paulo, consiste em mostrar o nome e o rosto de Deus: o Deus único e verdadeiro tem um nome, Jesus, e tem um rosto porque, durante cerca de 33 anos, viveu, caminhou connosco e morreu como verdadeiro Homem, tendo ressuscitado como verdadeiro Deus.
Essa é a grande notícia que, ainda hoje, precisamos de anunciar. O Deus desconhecido, o Deus que tantos procuram sem saber onde nem como, é Alguém que ainda hoje vem até nós e oferece o sentido do nosso viver: Alguém que nos olha, que nos ama, que nos percebe, que nos anima, que partilha connosco a sua vida. É Jesus de Nazaré, morto e ressuscitado.



















