A todos os fiéis católicos, em comunhão plena com o Bispo do Funchal e com o Papa Leão XIV.
Um católico, em plena comunhão com a nossa Igreja Católica, que reconhece o Papa como sucessor de Pedro e legítimo Vigário de Cristo, Bispo de Roma, e em comunhão com o Bispo Diocesano, não pode participar em celebrações religiosas de igrejas, grupos religiosos, associações, “prelaturas” ou seitas que não estejam em plena comunhão connosco. Os nossos fiéis não devem procurar nem apoiar essas celebrações, nem as confundir com as nossas celebrações ou com os nossos bispos e sacerdotes.
Um católico, em plena comunhão com a Igreja Católica, sob a liderança do Papa Leão XIV, sucessor do Apóstolo Pedro, e em comunhão com os nossos bispos diocesanos, deve celebrar a sua fé apenas nas nossas igrejas católicas, paróquias e capelas, ou em sua casa, ou noutro local, em oração individual, familiar ou em grupo reconhecido como estando em plena comunhão com a nossa Igreja. Podemos até rezar juntos em orações ecuménicas com outras igrejas cristãs ou até nos encontrarmos com outras religiões, mas sempre sem confundir ou deixar de estar em plena comunhão com a Igreja Católica: ligados a Cristo pelos vínculos da mesma fé, dos mesmos sacramentos e do mesmo governo eclesiástico. Se falta um destes vínculos, já não podemos dizer que estamos em plena comunhão.
Por este motivo, é necessário ter redobrado cuidado para não cair em erro ou engano por negligência ou falta de conhecimento. É preciso atenção, pois as palavras, os gestos, os paramentos, as leituras e as denominações podem ser semelhantes às que usamos na nossa Igreja, em plena comunhão com Roma e com o Papa Leão XIV.
Um bispo pode ter sucessão apostólica, mas não ser ordenado licitamente, e isto porque foi ordenado de forma indevida, sem o mandato do Papa. Pode um bispo ordenar outro bispo de forma válida? Pode. Mas seria uma ordenação ilícita e gravemente punida por excomunhão, uma vez que foi uma ordenação sem o mandato do Papa. É o fim do caminho? Não. Há sempre caminho para Deus; há sempre caminho a fazer para a unidade.
Devemos respeitar a liberdade religiosa, mas não podemos deixar de esclarecer as diferenças que existem entre uma “prelatura independente”, fora da comunhão plena com a nossa Igreja na qual fomos batizados.
A nossa Igreja possui todos os meios necessários para a salvação, dados por Cristo e pela ação do próprio Deus, na Tradição da nossa Igreja ao longo dos séculos.
Quem ama, cuida. Quem ama, esclarece.
Não basta dizer que é padre. É preciso saber se o padre frequentou o seminário numa diocese da nossa Igreja, se está incardinado numa das nossas dioceses católicas, ordens religiosas ou outras formas de consagração na vida da nossa Igreja, se realizou o mestrado integrado de Teologia, ou se é padre de uma outra “igreja”, com outras formas de funcionar, com toda a legalidade de existir no nosso país. Respeitamos. Existem. Mas não aderimos.
O que é importante é que os fiéis católicos não sejam confundidos e, por erro ou por desconhecimento, pensem que essas igrejas são a nossa Igreja.
Neste momento, cada fiel deve, agora esclarecido com estas informações, escolher o seu caminho, sabendo que não pode pertencer ao mesmo tempo à nossa Igreja e a outras denominações religiosas que existam ou possam surgir, mesmo que utilizem a nossa linguagem, os nossos paramentos, as nossas celebrações.
Limito-me a expor a doutrina e a disciplina interna da nossa Igreja e quero com esta carta aberta alertar os fiéis para as diferenças entre a nossa Igreja Católica e outras denominações religiosas, sem denegrir ou lesar a reputação e honra de pessoas ou instituições.
Aproximamo-nos da Semana de Oração pela unidade dos cristãos. Temos muito que rezar não só pela unidade dos cristãos, mas pela unidade, pela paz, pela fraternidade de toda a humanidade.
Que nada neste mundo nos possa separar do Amor de Deus.
Cónego Marcos Gonçalves
























