D. Nuno Brás visitou na tarde desta quarta-feira, 8 de janeiro, a Aldeia da Paz, onde celebrou a Eucaristia e participou num convívio com a direção e alguns dos jovens ali institucionalizados.
Na sua intervenção inicial, o bispo destacou a proximidade da Igreja a esta instituição e às pessoas que nela vivem e trabalham referindo que “é importante estarmos próximos desta instituição, enquanto instituição, mas também próximos daqueles de quem ela cuida, porque são eles uma peça fundamental desta missão”.
Sublinhando o impacto humano do trabalho desenvolvido, D. Nuno Brás destacou que “bastava que houvesse uma vida conseguida e já esta instituição teria merecido a pena. Graças a Deus, há mais.”
Referiu ainda que tudo o que ali se vive deve ser apresentado “no altar do Senhor, tudo isso queremos agradecer e louvar”, pedindo também “força, coragem, assiduidade e perseverança para um trabalho que é tão importante”.
Na homilia, a partir do Evangelho que proclama a missão de Jesus de anunciar a Boa Nova aos pobres e libertar os oprimidos, D. Nuno Brás refletiu sobre a forma como Deus se manifesta no mundo.
“Muitas vezes imaginamos que Deus se manifesta com coisas extraordinárias, com vozes do céu ou grandes sinais”, referiu, acrescentando que “é interessante perceber que não é nada disso.”
Segundo o prelado, a manifestação de Deus acontece na vida concreta, isto é, “quando damos atenção aos pobres, quando ajudamos quem não vê a ver, quem não consegue andar a caminhar, quem está oprimido a reencontrar a liberdade.”E concluiu:“Sabemos que Deus está no meio de nós quando percebemos que há pessoas que ajudam os outros.”
Recordando experiências comuns da vida, D. Nuno Brás sublinhou que todos já sentiram essa presença de Deus através de alguém que, num momento difícil,nos disse que o mundo não estava a acabar, que a vida continuava.”Essa pessoa, vincou, “foi, para nós, a presença de Deus.”
O bispo destacou ainda que o amor e a bondade são sempre superiores ao ódio e à maldade. “Não podemos ignorar que o mal existe, mas é bonito perceber que o amor, a bondade e a vida são infinitamente superiores”, frisou.
Relacionando a mensagem com a primeira leitura, D. Nuno Brás sublinhou a ligação inseparável entre o amor a Deus e o amor ao próximo explicando que “só amando a Deus somos impedidos de explorar o próximo”,acrescentando que“só amando o próximo sabemos que amamos verdadeiramente a Deus.”
Referiu ainda que o amor ao próximo tem uma dimensão divina, mesmo quando vivido por quem não tem fé. Por outras palavras, “mesmo os ateus que amam o próximo são, muitas vezes sem o saber, sinal do amor de Deus.”
Referindo-se à missão da Aldeia da Paz, o bispo diocesano afirmou acreditar que “é isto que esta casa procura ser e viver.”E acrescentou: “É muito bonito perceber que, todos os dias, a direção, os funcionários e os jovens que aqui vivem experimentam de forma tão concreta a presença de Deus.”
No final da celebração, D. Nuno Brás agradeceu a presença de Deus naquela casa e deixou um apelo: “Que nunca deixemos de amar, porque amando a Deus temos a certeza de que amamos o próximo, e amando o próximo temos a certeza de que amamos a Deus.”
Antes da bênção final, houve ainda declarações de D. Nuno Brás e de João Carlos Spínola, presidente da direção, que sublinharam a importância da visita e do trabalho desenvolvido pela instituição.























