“O sacerdote não é para si mesmo, mas para a Igreja”: ordenações na Sé do Funchal a 10 de janeiro

Foto: G.A.

Os diáconos Marcos Rebelo e Diogo Sousa vão receber a ordenação sacerdotal no próximo sábado, 10 de janeiro, às 11 horas, na Sé do Funchal, numa celebração presidida pelo bispo do Funchal, D. Nuno Brás. Provenientes respetivamente da Paróquia da Calheta e da Paróquia do Caniçal, ambos assumem este passo como entrega plena ao serviço da Igreja e do Povo de Deus na Madeira, conscientes da responsabilidade e da beleza do ministério sacerdotal.

Os dois candidatos ao sacerdócio vivem estes dias em clima de oração, esperança e profundo sentido de missão. À margem da celebração do Te Deum, no último dia do ano, o diácono Marcos Rebelo sublinhou a esperança com que acolhe este início de ano e a proximidade da ordenação, reconhecendo a importância do caminho percorrido ao longo do seminário. “Com a graça a Deus, mais um ano se está a concluir e mais um ano a iniciar-se. Este ano tivemos uma grande oportunidade de celebrar os 2025 anos do nascimento de Cristo”, sublinhando o “caminho de esperança” vivido ao longo do ano. Apesar das dificuldades que o mundo atravessa é preciso continuar a caminhar.

No mesmo contexto, o diácono Marcos referiu o modo como entende o sacerdócio e o significado espiritual deste momento vocacional. “Aproxima-se cada vez mais a ordenação. Ao final de tantos anos de caminhada com Cristo de uma forma muito concreta no seminário, que para mim foi uma surpresa este chamamento de Cristo, agora é o culminar desta etapa, não é o fim do percurso, é simplesmente o novo horizonte que Nosso Senhor nos dá”, afirmou, sublinhando que “o sacerdote não é sacerdote para si mesmo, mas é sacerdote para a Igreja de Cristo”. E acrescentou: “É com esse coração que eu me apresento diante do bispo e diante da Igreja para poder receber esta grande missão que é o sacerdócio”.

Também o diácono Diogo Sousa partilha estes dias com grande alegria interior e gratidão pela forma como reconhece a ação de Deus na sua história vocacional e pessoal. “Primeiramente, uma grande alegria interior pela forma como o Senhor vai atuando, agindo na minha vida e, claro, dar graças por toda a sua presença na minha história, em acontecimentos muito concretos da minha vida que foi moldando aquilo que sou hoje”, afirmou, destacando ainda a alegria de servir “este povo madeirense, esta Igreja madeirense que é tão bela, que é necessário servir”.

Para o diácono Diogo, a ordenação é vivida como um misto de alegria e responsabilidade, na consciência de participar no sacerdócio de Cristo e de ser chamado ao serviço pastoral. “O sentimento é sempre de alegria, porque o ser sacerdote é aquele que participa do sacerdócio de Cristo, é aquele que é convidado a viver o ser pastor com o verdadeiro Pastor. Ao mesmo tempo, também ainda me reconheço como um membro deste grande rebanho que é a diocese e que, ao mesmo tempo, sou retirado desse rebanho para ser chamado a ser pastor também desse rebanho, por isso, claro, é um misto”, partilhou.

Consciente das exigências espirituais e humanas do ministério sacerdotal, o futuro presbítero recordou ainda a importância da oração da comunidade cristã. “Necessitamos todos da oração da Igreja, do povo, porque de facto os sacerdotes têm necessidade de ser cada vez mais santos, próximos de Deus e próximos também de todos aqueles que vêm ao nosso encontro, para também transmitir e comunicar o grande amor que Deus nos dá aos outros”, afirmou.

Após a ordenação, os novos presbíteros celebrarão a Missa nova nas respetivas paróquias de origem. O padre Diogo celebrará na Paróquia do Caniçal no domingo, 11 de janeiro, às 16 horas. Já o padre Marcos presidirá à sua Missa nova na Paróquia da Calheta no domingo, 18 de janeiro, também às 16 horas.

A Diocese do Funchal convida os fiéis a unirem-se em oração por estes novos sacerdotes, pedindo ao Senhor que continue a suscitar santas e numerosas vocações ao serviço da Igreja.