Cultura e Humanismo

D.R.

«Parece ter-se perdido entre as árvores da selva a parte mais humanizadora da cultura – a sabedoria, a virtude, as artes humanas. Como assinala E. F. Schumacher:” O esquecimento e até mesmo a rejeição da sabedoria foi tão longe que a grande maioria dos nossos intelectuais não têm sequer uma vaga ideia do significado desta palavra. Por isso é tão importante manter vivo o sentido humanizador e pessoal da cultura. O humanismo é isso».

«Ao logo da história, nós, os seres humanos, acumulámos a experiência que nos serve para viver de modo humano. Esse depósito, fundamentalmente imaterial, é a “cultura”. É importante clarificar o termo, porque sem uma ideia medianamente clara do que é a cultura – ou seja, o cultivo do homem – não há educação».

A nossa vida espiritual cresce com mais lentidão do que a vida biológica, o espírito humano precisa de ser despertado da sua letargia. Temos capacidade para pensar, mas necessitamos de um alimento especial que desperte o nosso espírito, o eduque e o alimente.

«Os bens invisíveis são luminosos, claros, imateriais e algo misteriosos, capazes de abrir horizontes e dar beleza à existência. E são liberais, porque têm muito de dom gratuito e, ao mesmo tempo, expandem, iluminam e adornam a liberdade».

CULTURA E HUMANISMO, de Juan Luis Lorda, com a chancela da editora encontro da escrita, nesta segunda edição recentemente lançada, é uma leitura que nos envolve, acaricia e nos conduz ao imenso tesouro do cultivo do nosso espírito, sabendo que esta atitude não é somente um bem pessoal, mas um serviço que prestamos à sociedade, ao todo em que estamos inseridos, pois nenhum de nós é uma ilha isolada, mas vivemos, crescemos e nos movemos numa atmosfera complexa de interdependência, de partilha e de ajuda na construção dum bem comum equilibrado, harmonioso e cada dia mais humano no sentido integral e amplo do termo.