Os sinais são essenciais à nossa vida. Conduzimos guiados pelos sinais de trânsito; percebemos que vai chover porque o céu se apresenta carregado de nuvens; e notamos bem quando um nosso amigo está triste pela sua cara que dá “sinais de tristeza”.
Também Deus, ao longo do Antigo Testamento foi conduzindo o seu povo através de sinais: o arco-íris passou a ser sinal da Aliança que Deus fez com Noé depois do Dilúvio; as estrelas do céu foram para Abraão sinais de quão numerosa seria a sua descendência; a sarça ardente foi para Moisés o sinal de que pisava terreno sagrado…
E, do mesmo modo, no Novo Testamento, os milagres de Jesus são sinais antecipadores do seu mistério pascal e da salvação que haveria de oferecer a todos. Aliás, o próprio Jesus chamou a atenção de quantos O escutavam para os sinais que Ele dava de que era o Filho de Deus e que eles persistiam em não acolher: “Hipócritas! Se sabem interpretar a aparência da terra e do céu, como é que não sabem interpretar o tempo presente?” (Lc 12,56).
O tempo do Advento, este tempo que precede o Natal, está, todo ele, cheio de sinais: dos sinais exteriores das luzes, dos cânticos e dos presentes, até àqueles mais interiores. Mas este tempo é, sobretudo, marcado pelo grande sinal da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, tão querida à fé dos portugueses.
Em cada Advento, Maria surge como sinal, preanunciado pelos profetas, não só do nascimento de Deus em carne humana como, sobretudo, do acolhimento que Lhe podemos e devemos fazer. “Faça-se em mim segundo a tua palavra!”.
Neste Natal, havemos de tomar a sério e acolher todos os sinais que Deus nos quer dar.























