O cardeal madeirense D. José Tolentino Mendonça apresentou nesta quarta-feira, 26 de novembro, em Lisboa, o seu novo livro, “Para os Caminhantes Tudo é Caminho”.
À agência Ecclesia, o prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação afirmou que “se há uma palavra que define o nosso tempo, é a palavra complexidade”, sublinhando a necessidade de desenvolver “competências” e “recursos interiores” para respostas que “não sejam superficiais ou unívocas”.
No contexto atual marcado pela polarização, o cardeal defendeu a importância da “inteligência social”, num tempo em que predomina a discussão sobre a Inteligência Artificial. “Juntos, nós somos capazes de pensar soluções, de construir alternativas, de propor caminhos”, assinalou, destacando que este é o momento para “afirmar a esperança” e criar “alianças para uma ideia de comunidade”.
A capa do livro apresenta um Barbusano, árvore típica da Laurissilva, que D. José Tolentino descreve como uma “lição de vida” e símbolo da “Orla” atlântica da Madeira, Açores e Canárias. “O Barbusano vinga nos sítios mais difíceis onde, para afirmar a vida, há que lutar mais”, explicou, evocando a resiliência necessária para “iluminar a paisagem”, como um “milagre verde”.
A obra reúne crónicas e reflexões sobre diversos temas, incluindo o Natal e a relação entre cultura e culto. A sinopse da obra afirma: “Chegará o momento em que compreenderemos que sabedoria é amar tudo. É saudar os dias sem esquecer a importância das horas; contemplar as grandes torrentes sem deixar de agradecer cada gota de orvalho; estimar o pão sem, no entanto, esquecer o sabor das migalhas”.






















