Decorreu no domingo, 23 de novembro, a Jornada Diocesana da Juventude 2025, que juntou mais 100 jovens aos do Centro Psicopedagógico da Sagrada Família onde a iniciativa decorreu.
A mesma terminou com uma Eucaristia presidida pelo bispo do Funchal que sublinhou a importância de reconhecer Jesus como Senhor da vida de cada cristão.
Logo no início da Eucaristia, o prelado questionou os jovens: “Não sei se vocês já pensaram o que é que quer dizer nosso Senhor. Nós dizemos nosso Senhor, nosso Senhor, nosso Senhor Jesus Cristo. Isto de dizer que Jesus é o meu Senhor (…) é qualquer coisa de importante, qualquer coisa que marca a minha vida, não é? Eu sou de Jesus, que bom que é.”
Ao falar do Batismo, o bispo diocesano destacou que este sacramento nos coloca definitivamente no coração de Deus, pois “a partir do momento em que somos batizados, passamos para o nome de Deus, para o nome de Jesus Cristo. Sim, somos d’Ele. E Ele olha para nós assim, olha para nós como sendo d’Ele.”
Alertou ainda para a tentação de reduzir Jesus a algo que usamos quando nos convém. “Parece que Jesus Cristo é assim uma espécie de viola (…) que nós usamos quando nos apetece. É o contrário, não é? Nós é que somos d’Ele. Ele é que é o Rei, o Senhor do Universo”, vincou D. Nuno Brás.
O prelado reforçou ainda que reconhecer Jesus como Senhor liberta interiormente porque “Ele é aquele que é plenamente livre e dá-nos a participar da sua liberdade”, acrescentando que esta pertença é sempre um chamado ao amor: “Fomos criados pelo amor, com amor e para o amor.”
Por fim, recordou que a fé se vive em comunidade. Afinal, “ao nosso lado existem muitos irmãos que peregrinam como nós. E este ‘nós’ chama-se Igreja. (…) É bom sermos de Cristo.”
De coração cheio
Em representação dos jovens, João Francisco (Kiko) deixou uma mensagem de gratidão e esperança, evocando também a própria experiência pessoal de fragilidade e superação.
“Queria agradecer também a presença do senhor bispo, de todos os padres (…) e a todos aqueles que incentivaram para que vocês hoje estivessem aqui”, começou por vincar.
O jovem ofereceu ainda à instituição um quadro com as impressões digitais dos participantes referindo que “é com esse agradecimento que oferecemos aqui no altar este quadro que tem as impressões de todos nós, dos jovens que estiveram connosco na instituição.”
Recordando um acidente pessoal recente, partilhou que partiu uma perna e esteve dois meses no hospital. “(…) Foi uma experiência muito forte; percebemos de facto como nós temos sorte”, frisou.
A forma como foi acolhido durante a jornada levou-o a reviver essa consciência. “A forma como fomos acolhidos, como fomos abraçados, foi para mim voltar àqueles momentos em que estive no hospital e lembrar-me da sorte que nós temos”, constatou.
Kiko deixou aos jovens um apelo à alegria e ao compromisso, afirmando ainda que saia desta jornada “de coração cheio” desejando que “fossemos todos para casa com a certeza de que temos sorte. Isto é-nos dado. (…) Temos um amigo, temos um companheiro que é Jesus, e que não nos abandona.”
O encontro terminou com o habitual momento de convívio e a fotografia de grupo.



































