Em mais quatro paróquias: Crismas marcaram fim-de-semana de fé e compromisso

Foto: Duarte Gomes

O fim de semana de 15 e 16 de novembro foi vivido com alegria e profunda comunhão nas paróquias do Carvalhal (15), Canhas (16), no sábado e em São Roque do Faial (16) e Faial (27), no domingo. Estas quatro paróquias da diocese acolheram as celebrações do Sacramento do Crisma, presididas por D. Nuno Brás, Bispo do Funchal. Jovens e famílias reuniram-se para renovar o compromisso cristão e receber o dom do Espírito Santo.

Logo no início das celebrações, D. Nuno Brás dirigiu palavras de acolhimento às comunidades, convidando-as a reconhecer a suas fragilidades.

Nas homilias, nomeadamente na do Faial, D. Nuno Brás partilhou a notícia que o tinha impressionado na véspera: “Ontem, quando cheguei a casa, abri as notícias na internet. Vi uma notícia triste: em julho tinham sido raptados três seminaristas na Nigéria. Dois tinham sido libertados. Ontem soube-se que o terceiro tinha sido morto.”

A partir desta realidade, refletiu sobre o sofrimento dos cristãos perseguidos vincando que “É raro o mês, até a semana, em que na Nigéria não haja um massacre numa igreja, uma bomba, um ataque. Mortos simplesmente porque são cristãos.”

A propósito questionou “O que faz com que estas pessoas continuem a sair de casa para ir à igreja sem saber se haverá uma bomba ou um ataque? Mesmo assim vão.”

A resposta, afirmou, está no Evangelho:“Há gente que dá a vida por Jesus Cristo. Não por teimosia, não por fanatismo, mas por amor. Cumprindo o Evangelho.”

O bispo desenvolveu depois uma reflexão simbólica sobre luz e escuridão:“Imaginem um quarto escuro. Não vemos nada, tropeçamos, magoamo-nos. Mas basta um pequeno ponto de luz para tudo mudar. Assim é o amor de Deus: quando aparece, julga e condena o mal, faz desaparecer a escuridão.”

Falando diretamente aos jovens, D. Nuno Brás apelou a que cada dia seja “uma oportunidade que Deus nos dá para mudarmos. Tenho 62 anos de oportunidades; vocês têm 16 ou 17. Aproveitem.”

Recordando o sentido do sacramento, o prelado afirmou que  “O Crisma é a presença de Deus em nós, dando-nos força e os dons do Espírito Santo para termos coragem de mudar e ajudar os outros.”

Concluiu com um momento de interioridade, vincando que  “Deus não desiste de nós. Mesmo daquele que parece o pior, Ele não desiste de transformar. Digamos ao Senhor: obrigado. Eu aqui estou para aquilo que tu quiseres.”

No final das celebrações, os párocos das respetivas paróquias, Pe. João Humberto de Vasconcelos Mendonça e Pe. Paulo Jorge Catanho Silva respetivamente, dirigiram palavras de gratidão ao prelado.

“Agradecemos a D. Nuno Brás a sua presença paterna entre nós e a todos quantos tornaram estas celebrações possíveis. Que o Espírito Santo continue a iluminar o caminho dos nossos crismados e das suas famílias”, vincou um dos sacerdotes.

Crismas na paróquia dos Canhas

Crismas na paróquia do Carvalhal

Crismas em São Roque do Faial

Crismas no Faial