Conferências dos 25 anos da dedicação da Igreja de Santo Amaro chegaram ao fim com intervenção de D. Nuno Brás

Foto: Duarte Gomes

A Paróquia de Santo Amaro encerrou esta terça-feira, 18 de novembro, o ciclo de conferências promovido ao longo deste ano para assinalar os 25 anos da dedicação e sagração da Igreja de Santo Amaro. 

A última sessão contou com a presença do bispo do Funchal, D. Nuno Brás, que apresentou o tema “A Importância da Sagração na Igreja” perante um templo cheio de pais e crianças da catequese.

No início da intervenção, D. Nuno Brás destacou que a dedicação de uma igreja “não é apenas a inauguração de um edifício”, sublinhando que “uma igreja consagrada torna-se um sinal visível da presença de Deus no meio do seu povo”. 

O bispo diocesano acrescentou ainda que “quando dedicamos um templo, estamos a afirmar que este lugar pertence a Deus e está ao serviço de todos. Aqui ninguém é estranho; todos são acolhidos.”

O prelado explicou também a necessidade espiritual de espaços sagrados na vida cristã referindo que, apesar de Deus estar em toda a parte, “nós precisamos de lugares onde o possamos encontrar com clareza. A igreja é esse ponto de referência, onde sabemos que Ele nos espera.”

Referiu igualmente que “um espaço sagrado educa o coração e desperta a fé”, lembrando que as crianças, especialmente, “aprendem Deus através dos lugares que frequentam”.

D. Nuno Brás reforçou depois o papel da comunidade como verdadeira Igreja viva vincando que o templo é de pedra, mas a Igreja é feita de pessoas. Cada cristão é uma pedra viva que dá forma, vida e rosto à fé.”

E concluiu esta ideia com um apelo à comunidade a quem lembrou que “se cada um levar um pouco da luz de Cristo para a sua família, para o trabalho e para a rua, a Igreja continuará aberta mesmo quando as portas do templo se fecham.”

Após a conferência, o Bispo visitou a exposição comemorativa dos 25 anos, composta por fotografias históricas, objetos litúrgicos e ofertas de paroquianos ao longo das últimas décadas. 

Comentando as peças expostas, afirmou que  “cada imagem, cada objeto, cada fotografia é memória viva de um povo que acreditou e construiu. A fé não se faz só de palavras; faz-se de gestos concretos como estes.”

O prelado assinou também a maquete simbólica da Igreja de Santo Amaro, onde já se encontram as assinaturas de centenas de paroquianos. 

No momento, declarou tratar-se de “um sinal simples, mas significa que caminhamos juntos. Esta comunidade tem futuro porque tem memória, fé e coragem.”

O pároco de Santo Amaro, Pe. Ignácio F. Rodrigues, agradeceu a presença do bispo e explicou que a exposição permanecerá patente até dezembro, podendo prolongar-se até às festas de Santo Amaro e Santo Antão, em janeiro.

As comemorações dos 25 anos da dedicação e sagração da Igreja de Santo Amaro prosseguem no dia 21 de dezembro, às 16 horas, com uma solene Eucaristia presidida por D. Nuno Brás, antecedida no dia 17 de dezembro por um concerto do Coro de Câmara, evocando o aniversário da dedicação da igreja, ocorrida a 17 de dezembro de 2000.