Centro de Reabilitação Psicopedagógica da Sagrada Família: Igreja dos Álamos acolheu Eucaristia de Encerramento dos 75 anos  

Foto: Duarte Gomes

A Igreja dos Álamos recebeu na segunda-feira, 17 de novembro, a Eucaristia de encerramento do 75.º aniversário do Centro de Reabilitação Psicopedagógica da Sagrada Família, numa celebração marcada pela fé, gratidão e reconhecimento. 

A missa foi presidida pelo bispo do Funchal, que, na homilia, aprofundou o tema central da celebração: o amor como fundamento de toda a ação humana e cristã.

Na sua reflexão, o prelado destacou quatro pontos essenciais sobre o amor, sublinhando que este “não é uma ideia, não é um conceito, mas o acontecimento de Deus que nos ama a ponto de dar a vida por nós”. 

Referiu ainda que este amor divino se manifesta nas múltiplas formas de cuidado presentes no quotidiano, nomeadamente, “no amor entre um homem e uma mulher, dos pais pelos filhos, de quem cuida de um idoso ou de quem cuida de quem necessita, como acontece nesta instituição que hoje celebramos. É sempre este amor de Deus.”

Sublinhando que ninguém vive sem amor, afirmou ainda que “todos merecemos o amor… não há nenhum ser humano que possa dizer ‘não preciso de ser amado’”.

Sobre o cuidado ao próximo,o bispo diocesano vincou que  todo aquele que “percebe este amor grande de Deus não pode deixar de cuidar do próximo. Não pode deixar de se sentir interpelado por aquele irmão que ali está diante de si.”

D. Nuno Brás insistiu ainda na ideia de que amar é um caminho sempre inacabado que “nunca é suficiente”, isto é que “nunca podemos dizer ‘já amei o suficiente’. Há sempre mais amor para dar.”

E ao evocar as Santas Isabel de Portugal e da Hungria, sublinhou que “também nós somos convidados a realizar este milagre das rosas e a transformar aquilo que temos e aquilo que somos em bens para o outro.”

Terminou com um agradecimento especial às religiosas:
“Muito obrigado às irmãs hospitaleiras por nos darem este exemplo de transformação daquilo que vivem em amor para o próximo. Que o Senhor abençoe as suas obras.”

Em nome das Irmãs Hospitaleiras e de toda a equipa do Centro, a irmã Margarida Costa e Silva expressou profunda gratidão pela presença de todos.

“Queríamos agradecer a presença de todos, este é o nosso incentivo diário: viver a esperança, enraizadas na esperança que nos anima e que comungamos no serviço e na entrega”, vincou a propósito a religiosa.

Referindo-se ao trabalho da instituição, explicou que o mesmo
“nem sempre é fácil”, mas que “há muita alegria no que fazemos”. A nossa missão, acrescentou ainda, “nasce do coração de Jesus, que nos alimenta, e queremos ser expressão desse amor no serviço diário.”

A religiosa valorizou ainda o papel dos colaboradores sublinhando que “eles são parte da nossa história. A sua dedicação de 25, 30 ou mais anos é um testemunho vivo do nosso carisma.”

Uma outra irmã da instituição leu uma mensagem da Provincial da congregação em que esta agradecia e elogiava o trabalho “profissionalismo, dedicação ao serviço da hospitalidade” e da dedicação às crianças e jovens que assistem, agradecendo os “sorrisos” “a dignidade que promovem”.

As irmãs foram presenteadas com um quadro da Sagrada Família. Momento que antecedeu várias encenações no interior e exterior da igreja, incluindo uma representação inspirada no carisma das Irmãs Hospitaleiras, apresentada por jovens colaboradores.

O Grupo 48 interpretou diversas músicas, contribuindo para o ambiente espiritual e celebrativo, e apresentou a peça “Épicos de Esperança”, muito aplaudida pelos presentes.

Outro dos momentos importantes foi a entrega de diplomas aos colaboradores com 25, 30 ou mais anos de serviço, um gesto de reconhecimento pelo compromisso e dedicação à instituição.

A celebração encerrou com uma nota de gratidão e esperança, homenageando as sete décadas e meia de missão ao serviço das pessoas e reafirmando o propósito de continuar a promover dignidade, cuidado e amor.