Entre os dias 18 e 19 de outubro de 2025, noventa e quatro catequistas da Diocese do Funchal participaram nas Jornadas Nacionais de Catequistas, promovidas pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã, sob o tema “Credo: A fé celebrada e testemunhada”. O encontro decorreu no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, e reuniu centenas de participantes vindos de todas as dioceses do país.
Os catequistas madeirenses viveram dias intensos de oração, reflexão e partilha, e regressaram à Madeira com o coração cheio. Marina Brito afirmou: “Renovei o coração e fortaleci a missão de servir com amor, esperança e fé. Ser catequista é muito mais do que ensinar, é testemunhar. A formação e a atualização são caminhos de amor e fidelidade à missão”.
Maria Fernandes, catequista do 4.º ano da paróquia de Santa Cecília, participou pela primeira vez e confessou que foi uma experiência marcante. “Vou para a minha ilha de coração cheio, por ter vivido uma linda experiência de fé e pelo despertar da minha missão. Sinto que é meu dever semear a esperança, falar de Deus e viver com coragem”, partilhou.
João Tiago Freitas Gregório descreveu os dias em Fátima como uma vivência profunda e transformadora. “Entre a luz das velas na procissão, o peso inspirador do Credo e a profundidade da mistagogia, a minha missão foi purificada e fortalecida. Saio de Fátima com o espírito incendiado e um fogo novo para regressar à missão”, disse.
Da paróquia do Caniço, Conceição Freitas considerou que esta edição foi uma das mais enriquecedoras. “Cada conferencista fez-nos refletir sobre o compromisso de viver o Credo no quotidiano e manter uma oração permanente. Os testemunhos de catequistas missionários abalaram o nosso comodismo e lembraram-nos que a fé se constrói com pontes, não com barreiras”, afirmou.
O grupo da Paróquia dos Álamos, composto por Gorete Vieira, Lúcia César, Mónica Barros e Carmo Ferreira, destacou o ambiente vivido ao longo das jornadas. “Estas jornadas renovaram-nos o desejo de sermos catequistas de coração cheio de esperança, gratidão e fé. Vivemos momentos de oração, partilha e convívio que nos ajudaram a crescer espiritualmente e a fortalecer a nossa missão”, referiram.
Ana Paula Bonifácio, também da paróquia de Santa Cecília, elogiou a organização e o espírito de comunhão vivido durante o encontro. “A organização foi excelente, desde a hospedagem à oração e às procissões no Santuário. Cantámos, rezámos e convivemos como uma verdadeira família de fé”, partilhou.
As Jornadas Nacionais de Catequistas 2025O iniciaram-se com as palavras de D. António Augusto Azevedo, presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, e contou com quatro conferências principais. A primeira, proferida pelo padre Carl-Mario Sultana, da arquidiocese de Malta, abordou o tema “Esta é a fé da Igreja, em todos os caminhos da vida”, destacando que professar o Credo é um sinal de comunhão e de pertença entre os cristãos.
Seguiu-se a conferência do bispo auxiliar de Lisboa, D. Alexandre Palma, sobre “A fé professada e vivida”. Durante a tarde, o padre Rui Ruivo, da diocese de Leiria-Fátima, coordenou uma celebração mistagógica intitulada “A nossa fé”, que aliou canto, dança e expressão artística. O dia terminou com a recitação do rosário e a procissão das velas no Santuário de Fátima.
No domingo, os participantes iniciaram o dia com a oração de Laudes e a conferência sobre “O crescimento da/na fé durante o tempo do aprofundamento mistagógico”, conduzida pelos padres José Henrique Pedrosa e Rui Alberto Almeida, e concluíram as jornadas com a Eucaristia na Basílica da Santíssima Trindade, presidida por D. António Augusto Azevedo.
As jornadas foram, para os catequistas madeirenses, um tempo de renovação e comunhão. “Regressamos de Fátima com o coração cheio, mais conscientes da beleza da fé que professamos e gratos por tudo o que vivemos juntos”, resumiu uma das participantes.
Testemunhos integrais dos catequistas madeirenses
Paróquia dos Álamos – Gorete Vieira, Lúcia César, Mónica Barros e Carmo Ferreira
No passado fim-de-semana 17 a 19 de outubro, os catequistas da Paróquia dos Álamos, Gorete, Lúcia, Carmo e Mónica, rumaram a Lisboa, mais concretamente a Fátima, para juntamente com outros catequistas da diocese do Funchal, juntarem-se a outros tantos catequistas vindos das diversas dioceses de Portugal e também das ilhas vizinhas, os Açores.
O tema deste ano baseava-se no “CREDO: a fé celebrada e testemunhada”, que nos ajudou a aprofundar e a redescobrir o valor desta profissão de fé que tantas vezes recitamos, mas que por vezes deixamos de meditar com profundidade. Não é apenas uma oração para repetir, mas um compromisso, que devemos viver ativamente no dia-a-dia.
No primeiro dia ouvimos o Padre Carl-Mario Sultana, da arquidiocese de Malta e presidente da Equipa Europeia da Catequese, que nos falou sobre “CREDO: Esta é a fé da Igreja, em todos os caminhos da vida”. Explicou que a fé é celebrada, amada e testemunhada, e que professar o Credo é um sinal de comunhão e pertença.
Como catequistas, deveríamos adotar o método e a linguagem do acompanhamento, falar mais ao coração das crianças e dos jovens, e não apenas à mente. Ser catequista é viver o que anunciamos, é deixar que a fé que professamos com os lábios ganhe vida na forma como acolhemos e amamos os outros.
A segunda conferência foi proferida pelo bispo auxiliar de Lisboa, D. Alexandre Palma, que reforçou que a “Fé é professada e vivida”. Depois do almoço, participámos numa celebração mistagógica conduzida pelo padre Rui Ruivo, que nos apresentou “A nossa Fé” através da arte, com canto, dança e coreografia.
O dia terminou com a nova música “Eu creio” e, à noite, com a recitação do terço e a procissão das velas no Santuário. No domingo, após as Laudes, assistimos à conferência “O crescimento da/na fé durante o tempo do aprofundamento mistagógico”, com os padres José Henrique Pedrosa e Rui Alberto Almeida, que apresentaram o novo catecismo do 5.º ano.
Foram dois dias de oração, partilha e convívio, que nos ajudaram a crescer espiritualmente e a fortalecer a nossa missão como catequistas. Estas jornadas renovaram-nos o desejo de sermos catequistas de coração cheio de esperança, gratidão e fé.
Marina Brito
Em primeiro lugar, agradeço a iniciativa e organização do Secretariado da Catequese, que me proporcionou a participação. A nível de logística estava tudo perfeito. Quanto às Jornadas, foram excecionais. Penso que esta foi a minha quinta participação e afirmo sem qualquer dúvida que foi a melhor. Os temas e os oradores escolhidos foram muito bons.
Sinceramente, estava necessitada deste tempo. Por vezes as forças estão em baixo e estas jornadas aconteceram num tempo oportuno. Assim, renovei o coração e fortaleci a missão de servir com amor, esperança e fé. Como seria bom que todos os catequistas tivessem o desejo de se atualizarem. Ser catequista é muito mais do que ensinar, é testemunhar. Por isso, a formação e a atualização são caminhos de amor e fidelidade à missão. Que estas jornadas nos ajudem a ver, com olhos de fé, a beleza de sermos chamados por Deus a evangelizar e a viver com entusiasmo, alegria e amor a nossa missão, sem nunca esquecermos a posição mais importante: de joelhos.
Maria Fernandes (Paróquia de Santa Cecília)
Estou a frequentar pela primeira vez as Jornadas Nacionais de Catequistas, em Fátima. Nunca cá tinha estado e estou feliz por ter vindo. Vou para a minha ilha de coração cheio, por ter participado e vivido uma linda experiência de fé, pelo envolvimento no encontro com Deus, pelo despertar e renovação da minha fé.
Sou catequista há cinco anos, por isso há um longo caminho a percorrer. Os testemunhos tão enriquecedores que ouvi nestas jornadas irão ajudar-me a evoluir e a melhorar como catequista. Foi tudo muito bom, desde a nossa saída da Madeira até ao regresso. Conheci pessoas incríveis. Foi tudo muito bem organizado.
Neste tempo em que vivemos em guerras, sinto que é meu dever semear a esperança. Recebo esta missão como um presente de Deus, porque falamos em Seu nome. Nós catequistas temos de ter: oração, ânimo e coragem. Sinto-me abençoada por esta experiência na minha vida.
João Tiago Freitas Gregório
Chegar a Fátima para as Jornadas Nacionais do Catequista foi mergulhar em três dias intensos de formação, animação e profunda partilha. Senti-me a regressar a Casa, reencontrando centenas de rostos que partilham o mesmo propósito. O tema central – o Credo – foi um pilar fundamental. Cada palestra desvendou novas camadas de significado, reforçando que o catequista é, antes de tudo, um crente apaixonado.
A dimensão espiritual foi vivida em plenitude. A sexta-feira ficou marcada pela reza do Terço e o Sacramento da Confissão, que me renovaram interiormente. O ápice foi a celebração mistagógica “A nossa Fé”, conduzida pelo padre Rui Ruivo, que me fez passar do conceito à experiência profunda da presença de Deus.
Entre a luz das velas, o peso inspirador do Credo e a profundidade da mistagogia, a minha missão foi purificada e fortalecida. Saio de Fátima com a alma lavada e o espírito incendiado.
Conceição Freitas (Paróquia do Caniço)
Toda a formação é enriquecedora, mas a de 2025 foi especial. Cada conferencista, com a sua capacidade de comunicação, transmitiu-nos conhecimento acerca do tema “CREDO” como fé da Igreja, fé professada e vivida, e crescimento na fé. Os testemunhos de catequistas com experiências difíceis vieram “abanar” o nosso comodismo e lembraram-nos que devemos ser catequistas em permanente atitude de oração e abertura.
Achei interessante a participação dos catequizandos, que se tornaram ajudantes do catequista. Pretendo aplicar essa ideia na minha paróquia, realizando um questionário anónimo que me ajude a melhorar o meu modo de servir. Esta jornada inspirou-me a crescer no conhecimento de mim própria e a viver a missão com mais autenticidade.
Ana Paula Abreu de Freitas Bonifácio (Paróquia de Santa Cecília)
Foi com muita alegria e expectativa que participei nas jornadas nacionais da catequese. O tema “Credo: A fé celebrada e testemunhada” impulsionou-me no desejo de aprofundar e fortalecer a minha fé na missão de catequista. Percebi que não basta conhecer o Credo, é preciso vivê-lo no quotidiano.
Num mundo cada vez mais ocupado e desafiante, temos de ser catequistas que transmitam valores e cativem com o exemplo. Foi uma experiência gratificante a nível pessoal e espiritual.
A nível de organização estava tudo muito bem, desde a saída do aeroporto até à chegada a Fátima. Gostei muito de participar e agradeço à D. Maria José e ao Sr. Gerardo pelo empenho e dedicação.
Ana Rita
Participei nas Jornadas Nacionais dos Catequistas em Fátima. Foi uma grande experiência e a minha primeira vez. Tive momentos de aprofundamento de fé e de renovação do compromisso como catequista. Falámos sobre a fé celebrada e testemunhada, e o papel do catequista como anunciador da vida nova do Evangelho.
Saí destas jornadas com mais bagagem e gratidão, mais preparada para transmitir a fé aos meus catequizandos.





























