Diocese do Funchal celebrou Missa em memória dos pastores diocesanos falecidos

Foto: Duarte Gomes

A Diocese do Funchal celebrou esta segunda-feira, dia 3 de novembro, na Sé, a tradicional Eucaristia em sufrágio dos pastores Diocesanos Falecidos, um momento anual de oração e memória agradecida por todos os ministros ordenados que serviram a Igreja na Madeira ao longo dos séculos. 

A celebração foi presidida pelo bispo do Funchal e contou com a concelebração do bispo Emérito D. António Carrilho, de membros do Cabido Catedralício e de sacerdotes diocesanos.

A memória destes pastores, que dedicaram a vida ao anúncio do Evangelho e ao serviço do povo de Deus, foi colocada no centro da oração da comunidade. A celebração recordou a entrega silenciosa de muitos sacerdotes, o seu testemunho fiel, o zelo pastoral e a generosidade com que, nas diferentes épocas e realidades da Diocese, ofereceram a vida ao serviço da Igreja e da sociedade madeirense.

Durante a homilia, o Bispo do Funchal refletiu sobre o mistério da comunhão dos santos e sobre a esperança cristã na vida eterna, sublinhando que a Eucaristia une os fiéis na terra à Igreja celeste.

Comentando as leituras do dia, o prelado destacou o desígnio salvador de Deus, que abraça toda a humanidade e não se limita à lógica humana.

“As leituras de hoje, cada uma a seu modo, convidam-nos a colocar-nos diante daquilo que podemos chamar o desígnio de Deus: a vontade que Ele tem de salvar a todos”, afirmou. “Desde sempre e para sempre. Muitas vezes este desígnio surpreende-nos, porque ultrapassa os nossos critérios e vai além daquilo que pensamos”, vincou D. Nuno Brás.

Referindo-se ao Evangelho, sublinhou o convite de Jesus à gratuidade e à generosidade: “Quando convidares alguém, não chames apenas aqueles que te podem retribuir; chama os que nada têm. Deus ficará agradecido e serás recompensado na vida eterna. O desígnio de Deus está fora das nossas categorias humanas.”

O prelado realçou ainda o papel dos presbíteros como testemunhas e servidores do desígnio divino, lembrando a missão sacerdotal de anunciar, celebrar e acompanhar o povo de Deus. De resto, frisou, “é este desígnio de salvação que os pastores tornam presente todos os dias, ao celebrar a Eucaristia e os sacramentos, ao anunciar a Palavra. E a Palavra de Deus ultrapassa-nos sempre.”

Numa semana em que a Igreja reza de modo especial pelos seminários e vocações sacerdotais, o prelado fez ainda um apelo renovado: “Estamos gratos a Deus porque nos dá pastores que nos ajudam a ver mais longe. Nesta semana de seminário, pedimos ao Senhor muitas vocações sacramentais, jovens disponíveis para tornar manifesto o desígnio de Deus que quer salvar a todos.”

A celebração terminou com um momento de oração especial por todos os bispos e sacerdotes defuntos da Diocese, evocando os seus nomes e pedindo a Deus que os acolha na luz eterna. A comunidade que esteve na Catedral uniu-se num ambiente de recolhimento e gratidão, reafirmando a certeza cristã de que a vida, em Cristo, não termina, mas transforma-se.