O Papa Francisco dizia, com frequência, que já estávamos a viver a terceira guerra mundial, ainda que “aos pedaços”. Mas, nestes últimos dias, o perigo parece ser o de vivermos um efectivo estado de guerra, pondo fim a 80 anos de paz. Muitas são as vozes que previnem, que tentam alertar a humanidade para o abismo em que todos podemos cair.
Longe de uma perspectiva de futuro pacífico, de desenvolvimento na paz, aquilo que temos diante dos nossos olhos é bem o contrário. As nações voltaram a ter como objectivo a posse de armas, não apenas para defesa das suas fronteiras mas também como resposta a um ataque externo.
Por isso, é hoje mais do que nunca importante o apelo claro do Papa Leão XIV à oração pela paz. Foi realizado no passado dia 24 de setembro, quando o Santo Padre dizia: “O mês de outubro é particularmente dedicado na Igreja à oração do Santo Rosário. Por isso, convido todos, em cada dia do próximo mês, a rezar o Rosário pela paz, pessoalmente, em família, em comunidade”.
E não posso esquecer, também, o que afirmava o então Cardeal Ratzinger, numa entrevista à Rádio Renascença, em 1996: “O nosso maior erro é o de pensar que só as grandes acções podem transformar o mundo. Que a oração não tem valor. […] Em Fátima ouvimos falar de coisas decisivas mas que parecem não ter importância política”.
Também eu creio firmemente que a oração pode transformar o mundo.




















