Catedral acolheu Ofício de Defuntos por D. Teodoro de Faria

Foto: Duarte Gomes

Ao início da noite de 25 de agosto, a Sé do Funchal acolheu uma vigília de oração em memória de D. Teodoro de Faria, bispo emérito do Funchal. A celebração, designada Ofício de Defuntos, foi presidida por D. Nuno Brás, atual bispo da diocese, e contou com a presença de fiéis e membros do clero madeirense.

Na oportunidade, D. Nuno Brás refletiu sobre o mistério da morte e da esperança cristã: “Hoje os nossos olhos dizem-nos que a morte venceu uma vez mais. Mas os olhos da fé dizem-nos, proclamam a vitória de Cristo. Proclamam que nós, em Cristo, também vencemos. Porque se Cristo venceu a morte, venceu-a para todos nós”.

Sublinhando o aparente contraste entre a fragilidade humana e a força divina, acrescentou: “Podemos dizer que é muito frágil. Mas, precisamente, não existe maior fragilidade que aquela de Jesus Cristo, na cruz. Muito, muito frágil é essa fragilidade que vem em cima da morte. Porque, como dizia São João Paulo II, a fragilidade de Deus é mais forte que a fortaleza dos homens”.

O bispo do Funchal concluiu dirigindo-se à assembleia com uma nota de esperança: “Deixemos também nós, queridos irmãos, convencer-nos diante desta proclamação — a última proclamação que o Senhor D. Teodoro realiza —: a vitória de Deus, a vitória da vida, a vitória daqueles que vivem em Deus”.

O Ofício de Defuntos, composto por salmos e orações próprias da liturgia católica, é tradicionalmente rezado pelo descanso dos fiéis defuntos e foi, nesta ocasião, recitado como ato votivo por D. Teodoro.

As exéquias fúnebres do bispo emérito terão lugar esta terça-feira, 26 de agosto, na Sé do Funchal, pelas 11 horas, seguindo-se o funeral no cemitério de São Martinho.