A Freguesia de São Jorge tem, desde sexta-feira, dia 15 de agosto, um novo motivo de orgulho e sobretudo de visita: o Museu do Barroco.
Depois de alguns atrasos burocráticos, este espaço abre finalmente portas, revelando ao público cinco séculos de história e tradição. A estreia não podia ter melhor cenário: um fim de semana de festa em honra do padroeiro, São Jorge.
O museu convida a mergulhar no património artístico da maior igreja barroca da Madeira, um verdadeiro ícone do concelho de Santana. Construída no século XVII, a Igreja Matriz impressiona por vários pormenores, mas sobretudo pelo seu altar-mor, uma raridade no contexto arquitetónico regional.
Agora, com o Museu do Barroco, São Jorge reforça o seu papel como destino imperdível para quem deseja descobrir a alma cultural e espiritual da Madeira e particularmente das gentes de São Jorge.
Para além daquilo que já é visível, nos dois espaços abertos e onde estão expostas pinturas, ourivesaria e alguns paramentos, o museu vai contar ainda com um pequeno núcleo de homenagem ao Cardeal D. Teodósio de Gouveia, que será formado por algumas peças cedidas pela família do ilustre filho da terra.
Este é um espaço que se torna assim local de paragem obrigatória sendo uma referência para a freguesia, o concelho e a ilha, resultando do trabalho do antigo pároco, Pe. Ronald Vieira, do João Márcio e ao Gregório Cunha que investigaram e catalogaram muitas das peças agora expostas.
A terminar uma curiosidade. É que para além da sua beleza arquitetónica e artística, São Jorge mantém viva uma tradição única na ilha: a emocionante Descida da Cruz na Sexta-feira Santa, que atrai fiéis e curiosos de toda a Madeira.






























