Justiça e Paz: combate à pobreza deve ser prioridade nacional

A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) conjuntamente com diversas comissões diocesanas declararam a defesa do combate à pobreza como um desígnio nacional prioritário, pedindo uma ação firme e concertada por parte do novo Governo, da sociedade civil e das comunidades religiosas.

A base da sua preocupação está no estudo recente da Cáritas Portuguesa, “Pobreza e Exclusão Social em Portugal”, que, apesar de reconhecer melhorias nos indicadores de privação material e social nos últimos anos, alerta para o ritmo “manifestamente insuficiente” com que estas melhorias acontecem, colocando em risco as metas traçadas pela Estratégia Nacional de Combate à Pobreza.

As comissões destacam em particular a crise no acesso à habitação digna como um dos sinais mais alarmantes do agravamento da exclusão: “O aumento das pessoas sem-abrigo e das famílias a viver em condições desadequadas é particularmente preocupante”, referem.

No momento em que um novo ciclo político se inicia, as entidades signatárias declaram: “As metas e objetivos de combate à pobreza devem ser encarados como um desígnio nacional prioritário que mobilize com empenho, firmeza e determinação o Estado como um todo, a sociedade civil e as Igrejas e comunidades religiosas”.

A posição foi assumida pela Comissão Nacional Justiça e Paz, pela Comissão Justiça, Paz e Ecologia dos Institutos Religiosos, pelas Comissões Arquidiocesanas de Braga e Évora, e pelas Comissões Diocesanas do Algarve, Aveiro, Lamego, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.