Quando a autora deste livro, Carol Roth ouviu pela primeira vez a previsão do Fórum Económico Mundial (FEM) para 2030, inicialmente considerou-a uma fantasia bizarra. No entanto, ao aprofundar a sua pesquisa, descobriu que diversas empresas, governos e elites globais compartilham uma visão utópica de um futuro em que todos terão acesso ao que precisam, enquanto a propriedade individual se torna obsoleta.
Longe de ser uma obra apocalíptica, este livro é uma forma de alertar, esclarecer e incentivar a agir de forma a não perdermos a nossa independência nem deixarmos que se apoderem da nossa liberdade nem nos iludirmos. “É um guia essencial para quem deseja proteger o seu património arduamente conquistado para as gerações futuras”. À beira duma guerra mundial, mas uma guerra financeira!
Será uma guerra moderna, única e asséptica, não haverá derramamento de sangue, nem destroços, nem cadáveres…
Múltiplas forças de elite estão arduamente a trabalhar neste sentido, uma nova ordem mundial financeira.
Entre elas destaco: “forças governamentais e relacionadas com os Governos*; actores mal intencionados e elites que querem agarrar o poder (Fórum Económico Mundial e grandes empresas)**; Big Tech(grandes empresas de tecnologia) ***”.
*”Estas forças vêem-se a si mesmas como foundig fathers – pais fundadores – da nova ordem financeira mundial, mas estão desprovidos de bússola moral ou princípios. Operam nos níveis mais baixos da natureza e dos desejos humanos: ganância, poder e controlo”. A sua guerra é usurpar e dominar a nossa riqueza e liberdade. “Sejo o Governo, os gigantes financeiros, Organizações Internacionais não Governamentais (ONGs), as grandes empresas tecnológicas ou outras entidades poderosas todas estão a preparar-se e a construir as suas forças. (…) Operam numa escala global, por vezes utilizam forças especiais ou até `cavalos de Tróia´ para executarem as suas estratégias”.
**O Fórum Económico Mundial (FEM), é uma organização internacional ligada a um círculo de elites que inclui líderes empresariais, financeiros e políticos cuja previsão para esta década é acabar com a propriedade privada, cercear a nossa liberdade e autonomia, obter todas as informações sobre a privacidade das nossas vidas de simples cidadãos, obter um controlo total sobre toda a informação e, naturalmente e mais próximo, a redução do nosso crédito e poder de compra limitado e controlado pelo digital.
***As Big Techs são as empresas gigantes da tecnologia. Elas recebem esta denominação por serem líderes nos seus respectivos sectores e atingirem a população em escala global.
Algumas das empresas consideradas como Big Techs são: Apple, Google, Facebook e Amazon. Sendo que cada uma delas actua em frentes diferentes, inovando novos produtos que possam mudar a vida das pessoas, influenciando o nosso comportamento no mercado de consumo. Em síntese, cada uma destas gigantes da tecnologia são especialistas em oferecer determinado produto, dominam o seu sector de actuação e controlam totalmente os seus inocentes utilizadores.
“Numa era digital pós-industrial, entre moeda fiduciária****, tecnologia e o planeamento central das elites, está cada vez mais difícil garantir e manter a posse de qualquer coisa”.
****” Moedas emitidas pelos Governos sem qualquer base em activos físicos, como ouro ou prata, sendo sustentadas exclusivamente pela autoridade do decreto parlamentar. Também conhecidas como moedas fiduciárias ou `fiat´, termo derivado do latim, que significa `que assim seja´, reflectindo a sua natureza imposta por lei”.
Desde o declínio da propriedade privada de imóveis e veículos até à crescente inflação global e ao aumento das despesas governamentais, muitas tendências contemporâneas apontam para a emergência de um novo mundo — um mundo em que os cidadãos ocidentais terão enorme dificuldade em adquirir bens ou acumular riqueza.
“Esta é uma das previsões do Fórum Económico Mundial, para 2030, que tem vindo a ser enunciado nos encontros anuais em Davos, onde cerca de 3.000 convidados decidem o futuro do mundo.”
“…com a nova ordem financeira ` mundial´, uma série de entidades pode estar a decidir sobre o que é certo e errado e a incentivar os oportunistas e os ´idiotas úteis` a ajudá-los a policiar a sua versão daquele que é o ` pensamento correcto´”.
Temas como: o crédito social, a dívida, a desvalorização da moeda e a criação de uma moeda digital, a tecnocracia e os produtos digitais, a crise habitacional, são alguns dos mecanismos que já estão em curso e que Carol Roth, analisa, explicando os seus efeitos nas nossas vidas.
Porque este livro me marcou e alertou profundamente, não posso deixar de o partilhar com o leitor… porque a guerra que se avizinha é esta guerra financeira, da qual já vamos tendo alguns vislumbres…
























