Jubileu Mariano juntou cristãos no Santuário do Cabo Girão

Foto: Duarte Gomes

O Santuário de Nossa Senhora de Fátima no Cabo Girão foi palco, ao fim da tarde de sábado, 31 de maio, do Jubileu Mariano, organizado pela Comissão Diocesana do Jubileu, em coorganização com as Equipas de Nossa Senhora e demais movimentos marianos da diocese.

Para além de uma peregrinação desde o miradouro do Cabo Girão até ao santuário e do Terço, a iniciativa contou ainda com a celebração de uma Eucaristia presidida pelo bispo do Funchal e concelebrada por diversos sacerdotes.

Em dia de Acensão do Senhor ao Céu, o que acontece quarenta dias após a Ressurreição, o bispo do Funchal começou por vincar que “Nossa Senhora ajuda-nos a viver o mistério da Ascensão do Senhor”.

Ela que deu carne a Deus ao gerar o seu filho e fazendo com que “a natureza humana possa receber a natureza de Deus”. Quer dizer, “a nossa natureza humana é capaz de acolher Deus”.

Por outras palavras, “o ser humano recebe uma dignidade única que o faz estar muito além de tudo quanto existe”. O ser humano “é aquele de quem Deus se fez irmão”.

Um irmão que ascende aos céus, mas que não desaparece. Antes pelo contrário e que ao ascender “leva consigo a nossa natureza humana” e que “nos dá a grande meta para a nossa vida: ser como Deus e viver com Ele para sempre”. Que o mesmo é dizer “ser santo, ser perfeito, viver a vida eterna”. O que deixa de ser um sonho para passar a ser uma realidade concreta.

A assunção de Nossa Senhora ao céu confirma isso mesmo. Ela que nos diz “eu que sou uma mulher como vocês é possível subir ao céu, é possível partilhar a alegria de Deus, é possível partilhar a felicidade de Deus”.

Por isso, continuou D. Nuno Brás, todo o cristão tem a missão de mostrar, a todos aqueles que encontramos, que é possível esta grandeza do ser humano”.

E esta é também, vincou, “a missão de Nossa Senhora” que desde o Dia de Pentecostes não parou, aparecendo em vários lugares do mundo. 

“Não nos fiquemos pelo mediano, pelo bom ou pelo ótimo, mas sejamos ambiciosos porque só Deus nos basta”, frisou o prelado para logo pedir ao Senhor “que nos ajude a viver assim entusiasmados, com fé caminhando cada um de nós, mas ajudando-nos uns aos outros a caminhar até Ele”.

No final da celebração o Cónego Rui Pontes, presidente da Comissão do Jubileu agradeceu a todos aqueles que se quiseram associar esta iniciativa de “homenagem, esta referência, colocando-nos aos pés da mãe”.

A terminar de referir que esta celebração foi animada liturgicamente pelo grupo Eleutherius Chorus.