O Papa Leão XIV celebrou no domingo, 11 de maio, na cripta da Basílica de São Pedro, a Missa do Domingo do Bom Pastor.
Na sua homilia, o Papa começou com uma referência ao Evangelho do dia, citando São João: “As minhas ovelhas escutam a minha voz; Eu conheço-as e elas seguem-Me” (Jo 10,27). Reflectindo sobre este versículo, afirmou:
“Penso no Bom Pastor, sobretudo neste domingo tão significativo no Tempo Pascal. Enquanto celebramos o início desta nova missão, do ministério para o qual a Igreja me chamou, não há exemplo melhor do que Jesus Cristo, a quem entregamos a nossa vida e de quem dependemos. Jesus Cristo, que seguimos, é o Bom Pastor, e é Ele quem nos dá a vida: ‘o caminho, a verdade e a vida’” (Jo 14,6).
O Papa também quis assinalar o Dia da Mãe que em Itália foi celebrado nesse domingo. “Hoje é o Dia da Mãe. Creio que está aqui apenas uma mãe: Feliz Dia da Mãe!” E acrescentou: “Uma das expressões mais belas do amor de Deus é o amor que as mães derramam, sobretudo sobre os filhos e netos”.
A homilia prosseguiu com uma reflexão sobre as vocações, tema que, segundo o Papa, foi amplamente debatido durante os encontros dos cardeais antes e depois da sua eleição. Sublinhou a importância do testemunho pessoal e da alegria evangélica: “Durante os recentes trabalhos dos cardeais, falámos muito das vocações na Igreja e de quanto é importante que todos nos interroguemos. Antes de tudo, dando o bom exemplo com a nossa vida, com alegria, vivendo a alegria do Evangelho, não desanimando os outros, mas procurando antes modos de animar os jovens a escutar a voz do Senhor, a segui-la e a servir na Igreja. ‘Eu sou o Bom Pastor’ (Jo 10,11), diz-nos Jesus”.
O Papa recordou que a missão de Pedro é universal e que a Igreja deve estar aberta ao mundo inteiro. Inspirando-se na primeira leitura dos Atos dos Apóstolos, comentou: “Esta missão que levamos adiante não é mais dirigida a uma só diocese, mas a toda a Igreja: é importante este espírito universal”.
Referindo-se ao episódio em que Paulo e Barnabé levam o Evangelho além dos confins de Israel, sublinhou:
“Eles partem para esta grande missão. São Paulo vem a Roma, onde a cumpre plenamente. Outro exemplo de testemunho de um bom pastor. Mas nesse exemplo há também um convite muito especial para todos nós: anunciar o Evangelho ao mundo inteiro”.
Com determinação, Leão XIV apelou à coragem no testemunho cristão: “Coragem! Sem medo! Tantas vezes Jesus diz no Evangelho: ‘Não tenhais medo!’ É preciso ser corajoso no testemunho que damos, com palavras e sobretudo com a vida: dando a vida, servindo, por vezes com grandes sacrifícios, para viver verdadeiramente esta missão”.
O Papa partilhou ainda uma reflexão íntima sobre a importância de saber escutar: “Alguém perguntou: ‘Quando pensas na tua vida, como explicas o lugar onde chegaste?’ A resposta que é dada nessa reflexão, de certo modo, é também a minha: com o verbo escutar. Quanto é importante escutar!” E desenvolveu: “Jesus diz: ‘As minhas ovelhas escutam a minha voz’. E penso que é importante que todos nós aprendamos sempre mais a escutar, para entrar em diálogo. Antes de mais com o Senhor: escutar sempre a Palavra de Deus. Mas também escutar os outros: saber construir pontes, saber escutar para não julgar, não fechar portas, pensando que temos toda a verdade e que ninguém mais nos pode dizer nada”.
A concluir, o Papa exortou todos a caminharem juntos na fé e no serviço, pedindo uma graça fundamental: “Caminhemos juntos na Igreja. Peçamos ao Senhor que nos conceda esta graça: a de podermos escutar a sua Palavra para servir todo o seu povo”.























