Reunidos na Casa Diocesana de Nossa Senhora do Socorro, em Albergaria-a-Velha (Diocese de Aveiro), representantes de dez dioceses e da Equipa Nacional da Acção Católica Rural (ACR) participaram num Conselho Nacional Extraordinário, com o objetivo de refletir sobre o presente ano pastoral e projetar a XI Assembleia Nacional de Delegados, que decorrerá em julho de 2025 na Casa do Oeste – Ribamar, Diocese de Lisboa.
O encontro contou com a presença de delegações das dioceses de Aveiro, Braga, Coimbra, Funchal, Guarda, Lisboa, Porto, Santarém, Viana do Castelo e Viseu, num espírito de partilha e sinodalidade.
Os trabalhos iniciaram-se com a celebração da Eucaristia, presidida pelo Padre Querubim Silva, da Diocese de Aveiro, que exortou todos a “escutar com o coração”, acolher e caminhar juntos, numa verdadeira construção sinodal. Seguiu-se um momento de partilha de experiências pastorais, onde cada diocese apresentou sinais de esperança e projetos em curso, traduzidos também por símbolos que refletiram o dinamismo e compromisso do Movimento.
Durante a tarde, os participantes viveram um momento de reflexão com a celebração da Via Lucis, uma caminhada orante até à Capela da Senhora do Socorro, marcada por meditações, cânticos e introspeção espiritual. Este percurso adquiriu um significado especial ao passar por áreas ainda marcadas pelos incêndios do último ano, lembrando a importância da esperança e reconstrução.
A preparação da XI Assembleia Nacional de Delegados foi central nos trabalhos, com debates em torno das questões “O que sonho e acho importante que a próxima Assembleia seja?”, “Que temas devem ser desenvolvidos?”, e “Que propostas de trabalho para o triénio 2025-2028?”. Entre os temas mais referidos destacaram-se Inteligência Artificial e Ética Cristã, Sinodalidade, Sustentabilidade, Desigualdades Sociais e Migrações, Identidade do Movimento e a prática da Revisão de Vida.
A ACR reafirmou, neste encontro, o seu compromisso como Movimento de Leigos ativos e conscientes, chamados a ser “fermento na massa” na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e humana, intervindo mesmo nas pequenas ações quotidianas, ao serviço de todos — especialmente das periferias.
A Direção Nacional concluiu o comunicado com palavras do Papa Francisco, recordando que “Quem espera em Deus, coloca as suas mãos frágeis na mão grande e forte d’Ele, deixa-se levantar e põe-se a caminho: juntamente com Jesus Ressuscitado, torna-se peregrino de esperança, testemunha da vitória do Amor e do poder desarmado da Vida”.






























