“Podemos esperar na Cruz do Senhor”

Celebrou-se na sexta-feira, 18 de abril, a Paixão do Senhor. Na Sé do Funchal, D. Nuno Brás assegurou, aos muitos fiéis que enchiam o templo, que “podemos esperar na Cruz do Senhor”. 

Aliás, frisou mesmo o prelado, “apenas nela podemos esperar. Porque só podemos esperar no Amor. E, na Cruz de Jesus, Deus mostra como nos ama até ao fim, até ao mais íntimo do seu e do nosso coração”.

De resto, vincou D. Nuno Brás na sua homilia, “o que nos torna cristãos é, precisamente reconhecermos Deus que, pregado na cruz, nos ama e nos salva. É reconhecermos no madeiro da cruz Aquele que hoje nos pode salvar”.

Ao viver a nossa morte na cruz, explicou ainda D. Nuno Brás, “Deus rompe as cadeias com que a morte nos prendia; derruba o muro que nos impedia de ver mais além, de viver a eternidade. Se antes todas as esperanças humanas terminavam no abismo da morte, Aquele que por nós morreu na cruz estendeu, por entre esse abismo que nos separava de Deus, uma ponte que nos permite ver, viver, esperar a Vida Eterna.”

De referir que neste solene momento litúrgico, numa igreja desnudada, teve ainda lugar o rito da adoração da cruz, que foi sendo destapada do ‘manto’ que a cobria ao fim de cada entoação do cântico: “Eis o madeiro da cruz, no qual esteve suspenso o Salvador do mundo. Vinde, adoremos. Vinde, adoremos”.

A terminar, um outro momento importante e particularmente carregado de simbolismo: o enterro do Senhor.

Pedras Vivas 20 de abril de 2025 (A4)

Pedras Vivas 20 de abril de 2025 (A3)