Senhor Bom Jesus da Ponta Delgada acolheu Peregrinação Jubilar

Foto: Duarte Gomes

A Igreja da Ponta Delgada, em São Vicente, foi pequena para acolher os muitos peregrinos que no domingo, dia 9 de março, ali se deslocaram vindos de várias paróquias dos arciprestados da Ponta do Sol/Ribeira Brava e ainda da Calheta.

A iniciativa contou com a presença do bispo do Funchal, que depois teve de se ausentar por questões de agenda, mas que ainda expôs o Santíssimo Sacramento, ajudou nas confissões e teve tempo para dirigir algumas palavras à assembleia.

Fê-lo sobretudo para explicar o que é um Jubileu e sobre “aquilo a que nós nos propomos ao longo deste ano” em que “celebramos 2025 anos do nascimento de Jesus”.

Por isso mesmo, “Jubileu é tempo de festa” se bem que “para nós cristãos esta festa seja sobretudo uma festa interior”, em que “os nossos pecados sejam perdoados, depois de nos confessarmos” e sermos absolvidos.

Mas se a nossa culpa é perdoada, pecados há que fica sempre qualquer coisa para além dessa culpa que nos é perdoada. Por isso existe a indulgência “este momento em que a Igreja diz que, graças às coisas boas que os santos fizeram, nós também somos beneficiados.

E para beneficiar é necessário ir, como fizeram estes peregrinos, a uma Igreja Jubilar, rezar pelas intenções do Papa e se confessar. 

D. Nuno Brás falou depois do tema deste Jubileu: “Peregrinos de Esperança”. E fê-lo para explicar que, de facto “somos peregrinos neste mundo”, mas peregrinos com esperança “com a certeza de que se Jesus ressuscitou, nós havemos de ressuscitar com Ele”. 

Nessa altura, vincou o prelado, “a nossa vida transforma-se” e passamos a “viver com a esperança da vida eterna, para a qual o Senhor nos chama”.

Terminou desejando que “este seja verdadeiramente um dia de partilha e de nos entusiasmarmos uns aos outros para darmos testemunho de Jesus.

Páscoa na nossa vida

A terminar esta tarde de peregrinação jubilar teve lugar a Eucaristia, presidida pelo Vigário-Geral, Cónego Marcos Gonçalves, cujas primeiras palavras foram de alegria e gratidão por esta iniciativa conjunta que foi capaz de reunir num mesmo espaço fiéis de várias paróquias.

O cónego Marcos também explicou o que é o Jubileu, que acontece de 25 em 25 anos, da Peregrinação a Roma que a Diocese está a organizar e que terá lugar de 22 de setembro a 26 de setembro.

Falou também que deste “ano da graça”, das indulgências que nos são concedidas, que podem ser pedidas para nós ou para os outros”.

Falou também deste tempo da Quaresma, que a Igreja vive e que é “uma grande oportunidade de caminhar para Deus”. Um tempo que deve servir para “fazer crescer em nós Cristo vivo, Cristo ressuscitado” para que “aconteça Páscoa na nossa vida concreta”.

Um tempo que prepara a festa que, disse, deve ser vivida com amor, alegria e entusiasmo, porque Jesus está vivo e está vivo também através de nós.

Refletindo sobre o Evangelho, o vigário-geral lembrou que “Deus sempre vem ao nosso encontro sem medo dos nossos pecados”. Daí que Ele se tenha colocado na fila dos pecadores para ser batizado por João Batista como um deles. 

O Deus que, como nós, também foi tentado a pecar, pecado que é a raiz de todos os nossos males, mas que nos mostra que com Deus e como Deus também venceremos todas as tentações, porque “nós não fomos criados para o pecado, mas para a graça”.

“Não se esqueçam de olhar para Deus e de lhe pedir perdão, que Ele nunca se cansa de nos perdoar e nos dar força e coragem para nos levantarmos de novo e caminhar com toda a dignidade”, vincou.